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por Selma Godoy

Dando um “upgrade” na autoimagem - Parte 6

Dando continuidade ao tema Integração, vamos falar do maior impedimento a ela que é o “Controle”.

Controle é uma atitude que provém do ego, ou da mente inferior que pretende ilusoriamente orientar e definir coisas completamente “incontroláveis”, tais como pretendermos:

1. Prever o que vai nos acontecer daqui a pouco;

2. Controlar o que os outros vão pensar de nós;

3. Prevenirmo-nos de coisas que tememos que nos aconteçam;

Vamos, então, criar um contraponto com o Domínio (Eu Consciente): Ao dirigirmos nosso carro temos que estar atentos para tudo o  que se passa no trânsito, exercendo o domínio da situação. Manejamos os controles do carro, volante, câmbio e pedais, de acordo com as condições que as regras de trânsito, a estrada, o clima, a movimentação das pessoas e o fluxo de veículos nos permitam. Na vida, como ao volante, sofremos condicionamentos que fazem parte do contexto, e o que temos a fazer é saber nos conduzir da melhor forma nas circunstâncias existentes.

O “Controle” é uma atitude que tem sua raiz - e a mantém - na crença, no erro. Sem nos darmos conta, há uma crença que as pessoas bem sucedidas só acertaram. Seriam pessoas, sabe-se lá, mais inteligentes, “privilegiadas”, ou teriam nascido “viradas para a lua”, ou advindas do Olimpo. Sendo que é indiscutível que estas pessoas, geralmente, demonstram capacidades notáveis, principalmente, de terem sustentado seus objetivos. Mas, seria possível que estas capacidades aparecessem do nada? Que tudo que elas fizeram foi por puro golpe de sorte? 

Bem, há casos e casos, sem sombra de dúvidas. Mas, que a vida é exigente e que cada um passa seu pedaço, ninguém pode discutir. Ademais, observando-se a vida destas pessoas seria possível descobrirmos que o “erro”, ou a experimentação, na grande maioria das vezes, foi a maior “obsessão” de suas vidas. Basta conhecer biografias de gênios como Thomas Edison, Helen Keller ou Louis Braille para se avaliar o que expomos.

Na mente coletiva existe o pensamento de que é errado errar e que merecemos punição por isto. Mas, mais do que abominarmos o erro, tememos as reações a ele, que vão desde a frustração, a decepção, a culpa e o fracasso.

Não temos a exata dimensão do quanto o medo de errar nos impede de arriscar.  Não atingimos a expressão dos nossos talentos, por medo de como nos trataremos se algo não der no que imaginamos.

"Somos pessoas profundamente vulneráveis à exposição"

Em consequência, somos pessoas profundamente vulneráveis à exposição. Para não sermos criticados, não nos permitimos a “presença” de espírito, ou espontaneidade. Daí procuramos compensar nos justificando, explicando e nos distraindo. Assim, o medo do vazio nos leva diretamente a ele.

Nos vemos em uma encruzilhada em que temos que tomar uma decisão como a da armadilha que os povos nativos preparam para caçar macacos:

Em uma cabaça eles fazem uma abertura grande o suficiente para que o macaco consiga enfiar a mão dentro dela. Depois, prendem a cabaça no chão e colocam dentro dela algo que atraia o macaco, geralmente uma fruta como, por exemplo, uma banana. O macaco tolo agarra a banana, mas com a mão fechada, não consegue tirá-la dali. Ele não larga da banana e, assim, fica preso na armadilha.

Para não agirmos à semelhança do macaco, temos que nos fazer a pergunta: O que vale ser feliz ou estar certa? Se, no entanto, você preferir estar certa, acostume-se ao erro, pois quanto mais se foge, mais se depara com ele. Agora, se quiser a modéstia de ser feliz a despeito de tudo, acostume-se a repetir diante do erro: “Bobagem!”.

Quando a cabeça pegar no pé, se dê a chance de escrachar, não se leve tão a sério e repita:

- “Não senhor! Desse jeito eu não funciono bem, assim eu não aceito mais!”.  

- “Não obedeço! Eu não funciono assim!”.

- “Não é errado errar! Eu não preciso explicar, e não conserto nada. Não preciso estar certa!”.

- “Minha motivação é que me leva em frente!”.

- “Eu faço as coisas pela consciência!”.

Este artigo termina a série Autoestima. Obviamente, nossos temas estarão sempre nos envolvendo para a criação e desenvolvimento de habilidades, que incrementarão a nossa autoestima. Até o próximo!

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Selma Godoy

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Terapeuta de Aconselhamento. 20 anos pesquisando Espiritualidade, Comportamento e Psicologia.