Medicina Tradicional Chinesa e Acupuntura

Compreenda como a medicina mais antiga do mundo pode ajudar a melhorar a energia vital do seu corpo e mente através de recursos alternativos. Conheça as técnicas e a história da medicina chinesa e se surpreenda.

Eletroacupuntura

Técnica contemporânea, a eletroacupuntura utiliza de preceitos científicos ocidentais para a justificativa de seu uso e efeitos. Logo, o papo aqui é outro, por um momento vamos deixar de lado a energia, o taoísmo e o Yin e Yang. A eletroacupuntura lida com estimulação elétrica, liberação de opióides endógenos e neurotransmissores para alívio da dor. É lógico que um acupunturista tradicional, que lida com a circulação do Qi vai assimilar essa técnica e encará-la como uma integração dos preceitos holísticos energéticos e da ciência contemporânea ocidental. Isso é o que vale, e ela funciona muito bem!

Criada na década de 70 na França, a eletroacupuntura beneficia-se dos conceitos prévios utilizados na área de reabilitação física sobre a estimulação elétrica. Seus efeitos estão associados a aceleração dos processos de trocas iônicas no nível celular, influenciados pela amplitude da onda e duração do pulso elétrico, isto é, a base da eletroterapia (Cameron, 2003).

O princípio básico da eletroacupuntura está intimamente associado à analgesia, mas também tem excelentes resultados no tratamento de traumatismos na pele, tendões, músculos, nervos e cartilagens, como tratamento coadjuvante em casos de doenças oncológicas, na nevralgia e paralisia além dos potenciais anestésicos que ela provoca, sendo utilizada em cirurgias, de modo associado ou isolado. Colocando-se a agulha (ou mesmo eletrodos) no ponto específico de acupuntura relacionado à dor do paciente e aplicando-se uma corrente elétrica pré-estabelecida (em geral uma frequência em torno de 2, 100 ou até acima de 500 Hertz), através de um aparelho específico e de um acupunturista bem treinado, obtém-se um efeito analgésico ou anestésico maior pelo disparo mais rápido de despolarização das células, via Sistema Nervoso Central, liberando de maneira intensa e veloz, substâncias endógenas que promovem o alívio da dor. Parece complicado, não é?

[...] tem excelentes resultados no tratamento de traumatismo na pele, tendões, músculos, nervos e cartilagens [...]

Na verdade a estimulação elétrica das agulhas de acupuntura faz o seu corpo resolver os problemas dele por conta própria, já que naturalmente temos substâncias que nós mesmos produzimos, cuja atuação em relação à dor é bem satisfatória. Tal técnica faz essas substâncias agirem melhor e mais rápido.

Nada que a Acupuntura tradicional chinesa também não faça, pois a explicação científica ocidental para as agulinhas inseridas pelo corpo é a liberação de substâncias internas do próprio indivíduo. A diferença da associação com a estimulação elétrica é a intensidade e o tempo.

Por usar corrente elétrica, a eletroacupuntura deve ser evitada em pacientes que usam marca-passos, gestantes, portadores de próteses metálicas (na parte do corpo a ser estimulada), doenças com perda de sensibilidade dos membros (como do diabetes) e epilépticos. O tempo de sessão é normalmente o mesmo de uma acupuntura tradicional, ou seja, em média 30 minutos e eventualmente durante a sessão, o acupunturista pode alterar a intensidade do estímulo elétrico efetuado.

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