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por Camila Caproni

O problema da verdade absoluta

Pessoas cheias de si e de corações vazios. Em um mundo onde vigiamos e somos vigiados 24 horas por dia através das redes sociais, podemos ter um bom parâmetro de como as pessoas se comportam hoje em dia.

Podemos resumir esta exposição de ideias e críticas em uma única palavra: artificialidade. Respeito mútuo não existe, proveitos de ideias divergentes muito menos. Para muitas pessoas é impossível tentar enxergar o outro lado e assim fazer um balanço sobre determinados assuntos.  Não é porque algo não lhe atrai que ele é ruim, não é porque você admira algo ou alguém que ele seja perfeito. Não é porque eu gostei daquele quadro, por exemplo, que você precisa admirá-lo.

Convivemos em sociedade. Não somos programados para agirmos e pensarmos igualitariamente. São as diferenças que formam o caráter e a personalidade de cada um. Respeite.

Em se tratando de assuntos delicados ou vulgos “polêmicos”, o desrespeito aumenta ainda mais. Aos que dedicaram um minuto da sua preciosa atenção para ler estas palavras eu digo: não, a sua verdade não é absoluta.

Por mais que tenha a sua opinião formada, tente ouvir partes distintas que podem acrescentar mais informação à sua ideia. Abra novos espaços dentro da sua mente, seja receptivo. Não julgue, não adquira um “pré-conceito” sob aquilo que está avaliando, pois, avaliar é conseguir enxergar e entender todos os pontos de vista antes de formar uma opinião. Primeiramente, conheça! Não ache que você sabe ou aprendeu o suficiente para expor a sua opinião de forma incontestável!

“Eu prefiro ser essa metamorfose ambulante, do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo.”
- Metamorfose Ambulante, Raul Seixas.

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Camila Caproni

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Aspirante a jornalista. Se perde e se encontra no mundo das palavras. Observadora do comportamento humano.
Apaixonada por cães e suas peculiaridades. Autocrítica nas horas vagas e fã de fotografias e chocolates Ferrero.