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por Giuliana Alves

Conselhos do Tarot

Ao procurar o conselho de um oráculo, como o Tarot, muitas pessoas chegam com a ideia de que o que sai na tirada é um destino fatal e imutável, considerando isso muito bom ou ruim, sem que elas possam fazer nada para mudar. Essa é uma visão equivocada, pois o simples fato de fazer uma consulta já traz um ponto de vista diferente sobre o assunto, dando ao consulente a opção de não caminhar em direção a um destino que ele quer evitar. 

As cartas mostram a qualidade das energias que estão influenciando determinada situação, se um dos envolvidos mudar de atitude, mudará as energias e, assim, todo o desfecho da situação. Por exemplo: quando alguém pergunta se o namorado vai voltar e a jogada sai como um enfático “não”, o consulente terá a opção de se trabalhar interiormente para aceitar o fato (evitando mais sofrimento) ou lutar para reconquistar esse amor. Ambas as atitudes geram mudanças sutis na energia da situação, podendo o consulente perceber que, na verdade, não queria voltar para uma relação que já acabou, ou conseguindo reconquistar o namorado que foi embora.

“O Tarot pode ser descrito como o livro de imagens de Deus, ou como o jogo de xadrez celestial, sendo os arcanos as peças a serem movidas de acordo com a lei de sua própria ordem, sobre um tabuleiro quadriculado dos 4 elementos.“ 
 
Comentário de Lady Frieda Harris , artista que desenhou as cartas do Tarot de Thoth.

Arcano XXI – O Universo, do Tarot de Thoth

Para se aproveitar plenamente uma consulta de Tarot, é fundamental compreender que ele não lê o futuro e sim analisa o aqui e agora, construindo a partir disso todo um leque de possibilidades de futuro, e todo futuro tem a característica de mutação, que depende do presente. 

O próprio ato de fazer a consulta já está mudando o futuro. Sendo assim, a melhor abordagem é investigar todas as possibilidades, e a partir delas ir se ajustando e agindo no sentido de atingir aquilo que se deseja como resultado, e evitando atitudes que levem a resultados contrários. É justamente essa possibilidade que torna útil a consulta. Se tivéssemos só a opção de olhar, impotentes, para um destino que nos desagrada, não faria sentido buscar a ajuda do Tarot.

Na física quântica, a mera existência de um observador altera o que está sendo observado, assim também é quando fazemos um jogo.
A escolha das perguntas também é muito importante, a qualidade da pergunta influencia diretamente a qualidade da resposta, perguntas generalizadas obtêm respostas generalizadas. Devemos sempre refletir e formular questões claras, questionando todas as possibilidades. 

Vamos pensar que estamos viajando para algum lugar que nunca fomos antes, e dispomos de um mapa. Quando chegamos na estrada, seguindo o mapa vemos que ela está toda esburacada, o mapa te levou até a estrada, mas os buracos você só viu ao chegar lá. 

O Tarot é o mapa, e a estrada é a situação real acontecendo. Para concluir: o Tarot é um excelente conselheiro e um péssimo mestre.

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Giuliana Alves

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Instrutora de Yoga, formada em Educação Física pela FMU, e Pós-Graduada em Yoga e Cristaloterapeuta. Taróloga há 16 anos. Atualmente atendendo no Espairecer Espaço Luz e Harmonia.

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