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por Equipe Horóscopo Virtual

O sambista de cada signo

Quando a gente ouve aquele batuque cadenciado, é bem difícil ficar parado. Até pra quem não gosta, o som e o balanço do samba contagiam qualquer um. Mas esse ritmo genuinamente brasileiro, considerado um dos maiores representantes da nossa cultura popular, é bem mais que isso. Tem muita história por trás do samba e muitos artistas famosos que fizeram história no cenário musical brasileiro com suas letras e composições.

Trouxemos neste artigo um pouco sobre o cantor de samba de cada signo, aliando a Astrologia à música popular brasileira para mostrar que o artista também retrata um pouco — ou até bastante — da sua personalidade nas suas composições. E muito de nossa personalidade passa pela influência dos astros. Quer ver se você também identifica nas músicas um pouco da sua própria personalidade?

Antes, porém, um pouquinho de história

Sambódromo durante desfile de escolas de samba.

Genuinamente brasileiro, o samba tem suas origens na Bahia do século 19, sendo fruto de uma mistura de ritmos africanos trazidos pelos negros escravizados, que usavam os batuques como parte de um ritual de comunicação, por meio da percussão, da música e dos movimentos corporais. Aos poucos, esses batuques foram se incorporando a outros elementos e diferentes ritmos, em especial com a migração dos negros para o Rio de Janeiro, após a abolição da escravatura.

Foi nesse contexto que a cidade carioca, então capital do Império, viu o samba crescer e criar raízes. A região central da cidade, em especial o entorno da Praça Onze, era reduto das religiões iorubás, onde pais e mães-de-santo costumavam atuar. Com isso, surgiam as primeiras rodas de samba, mesclando elementos do batuque africano a ritmos europeus — como a polca e a valsa — e o maxixe.

Esse estilo de samba, essencialmente carioca, afirmou-se como gênero musical predominante nos subúrbios e morros da cidade. Essa consagração se deu com aquele que ficou conhecido com o primeiro samba registrado por uma gravadora: “Pelo telefone”, uma canção de criação coletiva, registrada pelo compositor e violonista Ernesto Joaquim Maria dos Santos (mais conhecido como Donga) e pelo jornalista Mauro de Almeida, em 1916.

No entanto, durante a década de 1920, o samba ainda sofria perseguição simplesmente pelo fato de que ele estava associado aos escravos e à cultura negra, completamente vista como algo ruim nesse período. E quem fosse pego dançando ou cantando samba poderia até mesmo ser preso.

Somente alguns anos depois — em especial a partir dos anos 1930 —, o ritmo ganhou grande espaço na indústria fonográfica. Sob a Era Vargas, o intuito era elevar o samba ao status de símbolo nacional, o que obviamente aconteceu, fazendo com que o estilo ganhasse novas misturas, até se tornar a sensação do Carnaval, graças à expansão das escolas de samba.

Matemática do som

Pessoas brancas com roupas coloridas tocando pandeiro.

O ritmo é popular. Seu significado remete a diversão e festa. A palavra “samba” provavelmente tem suas origens na etnia quioco: “cabriolar, brincar, divertir-se como cabrito”, segundo Nei Lopes, cantor, compositor e um especialista exímio nas culturas africanas.

Junto a essa complexidade na origem samba, encontra-se uma grande riqueza musical, graças à diversidade de elementos e instrumentos — entre eles, o que mais identifica o samba é a percussão. As palmas e o atabaque faziam esse trabalho nos primórdios desse estilo.

A soma de instrumentos incríveis é que torna o samba esse ritmo contagiante e extremamente agradável: cavaquinho, pandeiro, tamborim, reco-reco, violão, cuíca, agogô, tantã, repique e surdo — esse último considerado o coração da roda de samba, com seu som grave e pesado, fazendo a marcação do ritmo. A flauta também está presente, ajudando a deixar o ritmo mais orquestrado. Foi o samba de breque — um dos primeiros estilos surgidos no Rio — o primeiro a incorporar a flauta como instrumento de samba.

Com uma variedade de estilos, como o samba-canção, o partido-alto, o samba-enredo e o pagode, há uma infinidade de instrumentos que tornam o gênero ainda mais rico e diversificado — como o banjo, as timbas, a frigideira, o contrabaixo e até mesmo o teclado.

As vozes do samba

A expansão do samba durante o Estado Novo propiciou um grande aprofundamento nos estudos sobre o ritmo. Entre os estudiosos que figuraram entre os grandes nomes do samba no Rio de Janeiro, está Henrique Foreis Domingues, mais conhecido como Almirante. Almirante fez parte do grupo Bando dos Tangarás, junto a ninguém mais, ninguém menos que Noel Rosa, um dos maiores expoentes do gênero.

Encante-se com o trecho de música nacional que representa cada signo

Além de Noel Rosa, artistas do relevo de Cartola, Wilson Batista e Nelson Cavaquinho se tornaram grandes referências nesse período, sendo parte da história do samba e reverenciados até os dias de hoje.

Se misturar, dá samba!

E fazendo jus a essa miscelânea que leva o samba ao patamar de paixão nacional, resolvemos aliar a Astrologia a esse ritmo, trazendo alguns sambistas e seus signos, para você fazer uma associação entre a personalidade de cada um e as mensagens que eles transmitem com suas composições. Com certeza, essa mistura vai ser, no mínimo, original e surpreendente, qualidades comuns aos astros da música e do Sistema Solar. Vamos conferir?

Áries

Donga (Ernesto Joaquim Maria dos Santos)

Data de nascimento: 05/04/1889

Homem negro olhando para baixo.

Não à toa começamos com aquele que ficou conhecido por cantar o primeiro samba registrado em uma gravadora — “Pelo Telefone”. O pioneirismo típico de todo ariano. Além dessa, entre suas canções mais conhecidas estão: “Passarinho Bateu Asas”, “Bambo-Bamba”, “Cantiga de Festa”, “Macumba de Oxóssi”, “Ranchinho Desfeito” e “Não Há Castigo”, cuja letra traz um pouco esse lado vingativo-justiceiro do nativo de Áries:

“(Oi... quero ver se tens coragem)

De subir a escadaria

Eu bem sei que tu não gostas

Mas juro que nesse dia

Vais me carregar nas costas

 

(Oi... quero ver se tens coragem)

Para pagares teus pecados

Pra ganhares o meu perdão

Vais subir de olhos vendados

Não é mais que obrigação”

Touro

Beth Carvalho

Data de nascimento: 05/05/1946

Mulher branca de cabelos ruivos, usando roupa verde.

Nascida Elizabeth Santos Leal de Carvalho, essa cantora e compositora foi um grande expoente do samba, trazendo a mulher para o centro desse cenário musical. Interpretou várias canções de sucesso, entre elas “Coisinha do Pai”, “Andança”, “Água de Chuva no Mar”, “Camarão que Dorme a Onda Leva” e “Folhas Secas”. De sua composição, destacamos “Canção de Esperar Neném”, “A Velha Porta” e “Joatinga”, cujos versos trazem a calmaria que todo taurino aprecia:

“Minha paixão é esse chão de terra

Lindo é acordar vendo a serra

Sempre banhando os seus pés no mar

Quantas Florindas e Odetes

No céu de estrelas vedetes

Minha paixão é você Joatinga

Até o samba mudou pro Joá

Pra estrada do amor poder cantar

O pôr do sol lá de cima é demais

É o azul se vestindo de paz”

Gêmeos

Germano Mathias

Data de nascimento: 02/06/1934

Idoso branco usando chapéu preto e óculos, segurando pequeno instrumento.

Conhecido como o Catedrático do Samba, Mathias é um dos principais nomes do samba paulistano. Com seu samba fortemente marcado, aprendeu a batucar na latinha de graxa. Um artista completo (como todo geminiano), que contribuiu com o gênero trazendo canções como “Quem Roubou Meu Samba”, “Chora, Doutor”, “Minha Nega na Janela”, “Teleco-Teco” e “Lata d’Água na Cabeça”.

Anime-se com o samba que mais combina com as características dos signos

De sua composição, trazemos “Guarde a Sandália Dela” — em parceria com Sereno, que ilustra uma característica muito comum ao geminiano — o poder de convencimento:

“Guarde a sandália dela

Que o samba sem ela não pode ficar

Diga também pra ela

Que a escola sem ela não vai desfilar

 

Diga que foi por ela

Por causa dela eu parei de sambar

Diga que toda a favela

Chamando por ela se pôs a rezar”

Câncer

Elza Soares

Data de nascimento: 23/06/1937

Mulher negra de cabelos castanhos claros presos no alto da cabeça.

Batizada Elza Gomes da Conceição, foi eleita pela rádio BBC de Londres a cantora brasileira do milênio e figura a lista das 100 maiores vozes da música brasileira, pela revista Rolling Stone Brasil. Mãe de 8 filhos, ela é a típica canceriana, que faz tudo por sua família. Inclusive, a canção “Planeta Fome” remete ao dia em que ela cantou em público pela primeira vez, em busca de dinheiro para comprar os remédios do filho doente.

Entre seus maiores sucessos, destacam-se: “A Carne”, “Malandro”, “Volta por Cima”, “Juízo Final”, “Eu Bebo, Sim”, “Dura na Queda”, “Brasis”, entre outros. Interpretando a canção “Mulher do Fim do Mundo”, Elza traz a necessidade de expressar sentimentos, também uma característica marcante do canceriano:

“Na avenida deixei lá

A pele preta e a minha voz

Na avenida deixei lá

A minha fala, minha opinião

A minha casa, minha solidão

Joguei do alto do terceiro andar

Quebrei a cara e me livrei

Do resto dessa vida,

Na avenida, dura até o fim

Mulher do fim do mundo

Eu sou e vou até o fim cantar

 

Eu quero cantar até o fim

Me deixem cantar até o fim

Até o fim eu vou cantar

Eu vou cantar até o fim

Eu sou mulher do fim do mundo

Eu vou cantar, me deixem cantar até o fim”

Leão

Agepê

Data de nascimento: 10/08/1942

Homem negro de bigode e cabelos castanhos.

Nascido Antônio Gilson Porfírio, nome que forma as iniciais do seu nome artístico, Agepê teve que se esforçar muito para alcançar o sucesso, trazendo à tona a energia e o empenho, características típicas do incansável leonino. Entre seus sucessos, destacam-se “Me Leva”, “Cama e Mesa”, “Menina de Cabelos Longos”, “Dona do Meu Ser” e “Deixa Eu Te Amar”. Esta última canção, composta em parceria com Ismael Camillo e Mauro Silva, traz muito romantismo, sensualidade e o desejo de ser único na vida de alguém (algo bastante leonino):

“Quero ir na fonte do teu ser

E banhar-me na tua pureza

Guardar em pote gotas de felicidade

Matar saudade que ainda existe em mim

Afagar teus cabelos molhados

Pelo orvalho que a natureza rega

Com a sutileza que lhe fez a perfeição

Deixando a certeza de amor no coração

 

Deixa eu te amar

Faz de conta que sou o primeiro

Na beleza desse teu olhar

Eu quero estar o tempo inteiro”

Virgem

Leci Brandão

Data de nascimento: 12/09/1944

Mulher negra de cabelos curtos e ruivos e expressão sorridente.

Nascida Leci Brandão da Silva, essa cantora, compositora e política é um dos maiores nomes do samba e dona de uma potente voz. Como uma boa virginiana, é multitarefa (consegue conciliar a carreira política com a artística. Além de cantora, também fez participações como atriz, especialmente na novela “Xica da Silva”).

Entre suas várias composições, merecem destaque: “Negro Zumbi”, “Barco a Vela”, “Bate Tambor”, “Isso é Fundo de Quintal”, “Zé do Caroço” e “Anjos da Guarda”, que traz uma crítica social, em defesa do professor e da educação. E crítica é algo bem típico do nativo de Virgem.

“Professores

Protetores das crianças do meu país

Eu queria, gostaria

De um discurso bem mais feliz

Porque tudo é educação

É matéria de todo o tempo

 

Ensinem a quem sabe de tudo

A entregar o conhecimento

Ensinem a quem sabe de tudo

A entregar o conhecimento

 

Na sala de aula

É que se forma um cidadão

Na sala de aula

É que se muda uma nação

Na sala de aula

Não há idade, nem cor

Por isso aceite e respeite

O meu professor”

Libra

Cartola

Data de nascimento: 11/10/1908

Homem negro de cabelos curtos e brancos, usando óculos de sol e fumando cigarro.

Angenor de Oliveira, mais conhecido como Cartola, é um dos maiores nomes do samba, considerado até mesmo por alguns críticos e músicos o maior sambista da história da música brasileira. Nem precisa dizer que a maior característica do libriano presente na obra de Cartola é a harmonia.

Cantor, compositor e violonista, Cartola abrilhantou a música brasileira com suas composições impecáveis, com um estilo inconfundível em suas melodias e letras, que são atemporais. Entre as suas canções, mencionamos aqui: “O Mundo É um Moinho”, “Preciso Me Encontrar”, “As Rosas Não Falam”, “Corra e Olhe o Céu”, “Quem Me Vê Sorrindo”, “Peito Vazio”. A canção “A Sorrir” traz harmonia e superação:

“A sorrir

Eu pretendo levar a vida

Pois chorando

Eu vi a mocidade

Perdida

 

Fim da tempestade

O sol nascerá

Finda esta saudade

Hei de ter outro alguém para amar”

Escorpião

Alcione

Data de Nascimento: 21/11/1947

Mulher negra de cabelos curtos e loiros, usando vestido colorido e de braços abertos.

Alcione Dias Nazareth, mais conhecida como Alcione, ou Marrom, é uma das mais ilustres sambistas do Brasil. É a Rainha do Samba. Como uma boa escorpiana, é determinada e criativa. Só não traz o jeito mais discreto do escorpiano; como ela mesma disse em entrevista ao canal “GNT”, ser discretíssima é algo que não combina com ela. Mas o toque de sensualidade em muitas de suas canções faz jus ao signo.

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Entre seus infinitos sucessos, podemos destacar “Meu Ébano”, “Não Deixe o Samba Morrer”, “Minha Estranha Loucura!”, “Garoto Maroto”, “Delírios de Amor”, “Gostoso Veneno”, entre muitos outros. Uma das canções que ela interpreta, “Na Hora da Raiva”, traz bem esse jeito controlador, possessivo e ciumento de Escorpião:

“Na hora da raiva eu lhe disse tudo

Na hora da raiva eu rasguei o verbo

E falei de tudo aquilo que sentia

E o que eu não queria eu falei também

 

Levantei da cama e vesti roupa

Não me conhecia, estava quase louca

Fui até a porta e, antes de sair,

Voltei com pretexto de me despedir

 

Na hora da raiva não pensei em nada

Perdi a cabeça e, descontrolada,

Peguei minhas coisas, gritei: “vou embora”

Te disse umas tantas só pra te agredir”

Sagitário

Noel Rosa

Data de Nascimento: 11/12/1910

Homem branco com cabelos pretos.

Nascido Noel de Medeiros Rosa, esse foi um dos mais importantes artistas não só do samba, como de toda a música brasileira. Noel Rosa morreu jovem, aos 26 anos, mas deixou um legado para a música popular brasileira. Do signo de Sagitário, Noel tem o dinamismo, a criatividade e a inteligência. Não à toa compôs verdadeiras obras-primas musicais.

Entre seus maiores sucessos, destacamos: “Palpite Infeliz”, “Com Que Roupa”, “Feitiço da Vila”, “Último Desejo”, “Fita Amarela”, entre outras. “Conversa de Botequim” traz esse lado sociável do sagitariano, além de uma pitada de rebeldia e folga:

“Seu garçom, faça o favor de me trazer depressa

Uma boa média que não seja requentada

Um pão bem quente com manteiga à beça

Um guardanapo e um copo d'água bem gelada

Feche a porta da direita com muito cuidado

Que não estou disposto a ficar exposto ao sol

Vá perguntar ao seu freguês do lado

Qual foi o resultado do futebol

 

Se você ficar limpando a mesa

Não me levanto nem pago a despesa

Vá pedir ao seu patrão

Uma caneta, um tinteiro

Um envelope e um cartão

Não se esqueça de me dar palitos

E um cigarro pra espantar mosquitos

Vá dizer ao charuteiro

Que me empreste umas revistas

Um isqueiro e um cinzeiro”

Capricórnio

Xande de Pilares

Data de Nascimento: 25/12/1969

Homem negro sentado numa cadeira de praia, tocando tambor.

O mais novo dos sambistas deste artigo, Alexandre Silva de Assis é um cantor e compositor que ficou famoso no Grupo Revelação. Mas como todo capricorniano que se preze, buscar a carreira solo era inevitável. Lançou seu primeiro álbum solo em 2014, intitulado “Perseverança”. Aliás, essa é uma das maiores qualidades do nativo de Capricórnio. E o próprio Xande revelou que o título retrata um pouco de sua história.

Entre seus maiores sucessos, estão: “Clareou”, “Meu Irmão”, “Gratidão”, “Orgulho Negro”, “Brincadeira Tem Hora”. Música que dá título ao álbum e que resume um pouco de sua história, “Perseverança” traz uma história de trabalho árduo, dedicação, busca por realizar sonhos e uma perseverança que faz todo capricorniano já vitorioso só por não desistir:

“Só Deus sabe o quanto sofri pra chegar onde estou

Me lembro que comi o pão que o inimigo amassou

Vaguei por aí sem destino, nessa longa estrada

Bati muitas vezes e as portas estavam fechadas

Era dia e noite eu entrava, pela madrugada

 

Correndo atrás dos meus sonhos

Jamais me entregava

Subi o morro muitas vezes me perdi, pelas vielas

Meu cavaco, meu samba eram as armas que eu tinha nas mãos

Fui à luta, venci, hoje o samba é o meu ganha-pão”

Aquário

Zeca Pagodinho

Data de Nascimento: 04/02/1959

Homem branco de cabelos ralos e pretos, cantando num microfone.

Nascido Jessé Gomes da Silva Filho, esse cantor e compositor já mostra seu lado aquariano pelo nome “diferentão” — graças à brincadeira que a web faz com o fato de seu nome ser Pagodinho, quando, na verdade, ele canta samba. É mais um gigante desse gênero musical e tem vários sucessos que ainda são tocados constantemente em vários tipos de mídia.

Entre suas diversas canções, são dignas de nota: “Quando a Gira Girou”, “Verdade”, “Faixa Amarela”, “Vou Botar Teu Nome na Macumba”, “Caviar”, “Seu Balancê” e várias outras. Interpretando “Deixa a Vida Me Levar”, Zeca traz o despego típico do nativo de Aquário.

“Só posso levantar as mãos pro céu

Agradecer e ser fiel ao destino que Deus me deu

Se não tenho tudo que preciso

Com o que tenho, vivo

De mansinho, lá vou eu

 

Se a coisa não sai do jeito que eu quero

Também não me desespero

O negócio é deixar rolar

E aos trancos e barrancos, lá vou eu

E sou feliz e agradeço por tudo que Deus me deu”

Peixes

Jorge Aragão

Data de nascimento: 01/03/1949

Homem branco de barba grisalha, usando chapéu preto, com expressão sorridente.

Jorge Aragão da Cruz é um cantor e compositor de muitos sucessos, cantados por artistas como Beth Carvalho, Zeca Pagodinho, Martinho da Vila e Alcione. Iniciou a carreira nos anos 1970, como guitarrista em casas noturnas.

Como um bom pisciano, Aragão afirma que ver o amor dele refletido nas pessoas amadas é o que marca os seus dias. Entre seus sucessos, realçam-se: “Coisa de Pele”, “Amor Estou Sofrendo”, “Identidade”, “Do Fundo do Nosso Quintal” e “Malandro”. “Eu e Você Sempre”, composição sua em parceria com Flávio Cardoso”, reflete o romantismo e o lado meio emotivo do pisciano:

“Ontem demorei pra dormir, tava assim, sei lá

Meio passional por dentro

Se eu tivesse o dom de fugir pra qualquer lugar

Ia feito um pé de vento

 

Sem pensar no que aconteceu

Nada, nada é meu

Nem o pensamento

Por falar em nada que é meu

Encontrei o anel

Que você esqueceu

 

Aí foi que o barraco desabou

Nessa que meu barco se perdeu

Nele está gravado só você e eu”


 

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