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por Ana Govatto

Quem busca a luz deve evitar a escuridão

Ao ouvir esta frase em uma palestra sobre espiritualidade, algo a mais aconteceu comigo. Uma espécie de certeza invadiu meu coração e parece que o ato de caminhar ganhou um novo significado.

Nos últimos 30 anos tenho buscado esclarecimentos sobre a minha própria existência, e a cada dia me deparo com respostas bastante significativas para a minha trajetória. Quem nunca se questionou sobre a razão de existir? Quem nunca se indignou com as diferenças de condição com quais nos deparamos no dia a dia? Quem nunca se perguntou qual é o sentido da vida?

Há duas coisas fundamentais na vida e disso tenho absoluta certeza (e as certezas acabam aqui): temos que chegar a algum lugar e temos que fazer uma trajetória para chegar nesse lugar. Ponto. É isso. Do contrário qual seria, então, a razão de tudo?

O fato é que identificar esse lugar nem sempre é tarefa fácil. Ficamos confusos, tensos, tristes, perdidos em meio a tantas situações e desafios. Olhamos para fora, para o mundo e para os outros buscando respostas e orientações. Olhar para fora não nos trará as respostas porque elas não estão lá!

Mas o lugar existe, ele está lá te esperando e você só precisa enxergá-lo.

Comece ouvindo seus sentimentos. Reflita sobre eles. Permita-se sentir tanto o bem quanto o mal, tanto a angústia quanto a satisfação de um sonho e de um desejo. Aceite quem você é sem se importar com a opinião ou o julgamento dos outros. Aliás, julgar os outros já é um indício de que estamos nos abandonando e colocando sob as costas alheias nossas falhas e tristezas.













Ouviu seus sentimentos? Entrou em contato com todos eles? Agora perceba quais são os que te agradam e quais não te agradam. Sabemos distinguir o que é bom do que é ruim. Faça isso: separe os seus melhores sentimentos e se orgulhe deles. Separe seus piores sentimentos e se empenhe em corrigi-los ou amenizá-los, mas não os negue, jamais.

Já fez? Pois bem, vamos adiante.

Se orgulhando das virtudes e buscando corrigir os defeitos saberemos aonde queremos chegar. Mas veja: do ponto de vista da espiritualidade, ou seja, da evolução como ser humano, o “aonde se quer chegar” não inclui coisas materiais. Todas as conquistas materiais servirão de instrumento para facilitar a caminhada e, portanto, não são o destino. Quando nos equilibramos como seres espirituais há uma comprovada reação à nossa ação e o que precisamos de matéria para caminhar virá na medida e na hora certas. Não direcione toda a sua energia para o material. Não é preciso. Alma equilibrada, vida equilibrada.

Almeje a luz como seu alvo.

Uma vez definida a meta, o “aonde se quer chegar”, temos que definir como vamos chegar. Ficou difícil? Nem tanto quanto você imagina!

Se pretende ser alguém cheio de luz própria, equilibrado, sábio e feliz consigo mesmo é necessário enfrentar as adversidades do caminho, pois elas virão e vão te afrontar. Então, tente identificar o que é luz e o que é escuridão. Um ambiente cheio de violência é luz ou escuridão? Um relacionamento doentio, cheio de ciúmes, possessão, brigas ou falta de reciprocidade é luz ou escuridão? Alimentos e bebidas nocivos à saúde são luz ou escuridão? Tristeza é luz ou escuridão? Se você respondeu “escuridão” a todas as perguntas é porque já entendeu o significado das escolhas em nossas vidas.

Acredite em você e nas respostas que estão dentro de você porque tudo isso te conduzirá pelo caminho e te levará até a luz e te afastando da escuridão.

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Ana Govatto

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Publicitária, especialista em marketing e mestre em Comunicação Social. É mãe, mulher, runner, autora de livro, voluntária em projetos sociais, professora universitária, consultora empresarial e mais uma porção de outras coisas, assim como todas as mulheres.