por Silvia Ligabue

A amizade prolonga a vida

Ter amigos aumenta a longevidade, potencializa carreiras, aumenta o bem-estar.

Uma pesquisa da Universidade Brigham Young, nos Estados Unidos, revela que quem tem uma boa rede de amigos tem 50% de chance a mais de ter uma vida longa (segundo a revista especializada, Plos Medicine).

Quem não gosta de ter amigos? Uns preferem escolher poucos e especiais, outros preferem buscar uma maior quantidade, ou ainda buscam em grupos diversos, enquanto outros em específicos. Mas uma coisa é fato, ninguém quer ficar sozinho. Ter amigos é sempre reforçado socialmente, pois quanto mais amizades, mais popular a pessoa se torna e o mais popular é o mais bem visto pelo grupo que está inserido.

As necessidades sociais fazem parte de um dos níveis da hierarquia de necessidades de Maslow, também conhecida como Pirâmide de Maslow, psicólogo americano que ficou conhecido por este estudo. Ter amigos é essencial para que as pessoas atinjam momentos mais felizes em suas vidas.

Amigo é aquele que fala, diz o que pensa e ouve a dica do outro para que possa amadurecer e evoluir. Nessa relação, as críticas que recebe são bem vindas para construção, mesmo que doa no momento que são ouvidas. Como descreve Millôr Fernandes na frase: "A verdadeira amizade é aquela que nos permite falar, ao amigo, de todos os seus defeitos e de todas as nossas qualidades."

A amizade informa a verdade, sem ter medo de agir e nem o passar do tempo faz com que ela deixe de existir. Marca presença, mesmo quando estamos ausentes de nossos companheiros. Amigos são parceiros de viagens, de caminhos, de vida. A amizade costuma acontecer entre pessoas em condições socioculturais semelhantes, onde a inveja tende a não estar presente, mas quando vem à tona, geralmente não é demonstrada, para evitar magoar o outro. Inveja? Sim, inveja, um sentimento que humanos sentem, que pode ser contextualizada e trabalhada, mas que sentem, sentem.

Talvez ajude se você entender que a inveja é a sensação de incapacidade que a pessoa tem de conquistar algo que seu amigo conquistou. E com a consciência de que a competência para conquistarmos é uma questão de opção, este sentimento não deve mais existir.

Amigos não cobram, apenas convidam e respeitam a escolha de alguém que lhe é tão importante. E quando se afastam e se reencontram é como se tivessem estado juntos a muito pouco tempo. E o novo encontro é tão prazeroso que a ideia de que precisam se ver mais é a mais presente nestes momentos.

Geralmente, as pessoas confiam mais em seus amigos do que em quem elegem amar. A chance de ser traído por um amigo é infinitamente menor do que por um amado, esta sensação é muito descrita pelas pessoas que descrevem suas relações de amizade.

A alegria e bem-estar desta companhia é muito importante para os seres humanos. Posteriormente, nos sentimos mais recarregados, motivados para viver após estas trocas.

Temos mais respeito e uma menor dependência por nossos amigos, o que implica em mais liberdade e prazer nesta convivência benéfica para ambas as partes.

Esta união entre pessoas que se afinizam, se respeitam e estão unidas puramente por escolha e sem a menor obrigação, é sem dúvida saudável e bem mais madura que muitas outras que envolvem aparentemente mais intimidade, como as escolhas de nossos amores.

Compactuo desta frase de William Shakespeare: "Amigos são a família que nos permitiram escolher".

E você leitor, o que acha disso?

Silvia Ligabue

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Psicóloga e Coaching em Bem-estar. Palestrante de temas motivacionais, comportamentais e escritora. Autora dos livros "Faça Escolhas, não terceirize sua vida” e "Foque em você, uma reflexão diária!" lançados pela editora Autografia.

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