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por Regine Luise

Conselhos para um amiga em comum

“Morrer de amor e continuar vivendo”, para muitos um exagero, um drama. Para os poetas uma metáfora com bons fundamentos.

Todo mundo sabe que o término de um namoro é doloroso. Geralmente mais ainda para quem recebe o “pé na bunda”. É um processo natural, todo ciclo termina, mas todo fim causa dor. Ausência, tristeza, silêncio e a falta. Falta de palavras, de carinho, de atenção. De ter quem procurar e por quem ser procurado. De ligar e receber telefonema. De apresentar para os amigos, familiares e ser apresentado. E principalmente: de amar e ser amado.

Alguns lidam com isso de uma forma mais natural, mais pacífica e provavelmente com menos drama. Isso acontece pela pessoa ser mais forte ou menos sentimental. Pessoas racionais tendem a serem mais práticas, conseguindo assim, reagir e sobreviver mais facilmente aos problemas.

Porém, pessoas emocionais, são em sua maioria mais sensíveis, românticas, sonhadores e carentes. Nessas a palavra fim tem um peso de uma pedra. Nessas o fim do relacionamento parece o fim de tudo.

Chorar não é feio. Demonstrar tristeza não é pecado. Se você está triste, não precisa mesmo esconder isso. Nem dos amigos, nem dos familiares, nem das redes sociais. É necessário aceitar e viver essa tristeza no seu íntimo. Com verdade e intensidade. Não adianta esconder ou tentar evitar que as lágrimas caíam.

Chore, mas chore mesmo. Coloca tudo para fora. Descarrega esse peito. Transborde nas lágrimas. Que cada lágrima seja uma lembrança. Que em cada soluço, você reviva um momento.

Isso chora mesmo. Mas chora de uma vez. Não chore em prestação. Primeiramente acredite que Deus sabe o que faz. Se acabou não era para ser -, e se não era para ser, esse sofrimento também vai acabar. Pode demorar, vai doer, mas vai passar. Dizem que o tempo é o remédio para tudo. Quando os outros dizem parece lorota, conversa para boi dormir, mas quando vivemos essas palavras, elas realmente fazem sentido.

O que eu quero dizer com tudo isso? Que você tem o direito de sofrer, de chorar, de ficar triste, mas... Por um tempo. Indeterminado provavelmente, mas não pode durar para sempre.

Sofra tudo que tiver que sofrer, depois levante a cabeça. Se tropeçar no meio do caminho, levante. Se tiver vontade de chorar, chore. Mas, caminhe. Olhe para frente, Deus é contigo. Olhe para os lados, estarão os amigos.

Morra de amor, transborde em lágrimas, mas não se esqueça de renascer. Porque com ou sem ele a vida segue. A ferida a gente vai curando no meio do caminho. As lembranças? E o sentimento? Coloca numa caixinha de laço vermelho e guarda lá no fundo da memória. O que for bom ficará guardado. O que for ruim, o tempo apaga.

Sofra tudo que precisar sofrer minha amiga e depois que fizer isso, vem. Vem que tem um mundo inteiro nos esperando lá fora. E enfim, suas lágrimas se tornarão sorrisos. Então vem.

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Regine Luise

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Jornalista, poeta e romântica nas horas vagas. Regine Luise ama, doa, sonha, dramatiza, sorri, chora e escreve. Não necessariamente nessa ordem.