por Silvia Ligabue

Ano novo, de novo

Por vezes ouvi pessoas descreverem suas frustrações e raiva de si mesmas por deixarem de realizar sonhos por medo, ou ainda de arrependimentos por nem tentarem. Músicas retratam este arrependimento, como por exemplo em “Epitáfio”, muito bem interpretada pelo grupo Titãs, na estrofe que diz: “Devia ter amado mais, ter chorado mais, ter visto o sol nascer; devia ter arriscado mais e até errado mais, ter feito o que eu queria fazer...”.

E você parou para pensar quantos sonhos ainda não foram realizados? Quanto arrependimento você traz por não ter sido mais audacioso, por não se permitir? Segundo Voltaire: “O maior problema e o único que nos deve preocupar é vivermos felizes”.

Há controversas, se há uma vida ou várias, segmentos religiosos com crenças diferentes.

Mas uma coisa é certa, viver a vida para sermos felizes é o que realmente importa e, sem dúvida, ela deve ser vivida como única, pois o que vale é o que levamos dela, quando dela nos vamos. É sonharmos para realizar, como disse Pitágoras: “O homem é mortal por seus temores, e imortal por seus desejos”.

E como a vida é feita de segundos, minutos, horas, dias, semanas, meses e anos, este ano que chega nos traz novamente a possibilidade de fazermos o nosso melhor, de colhermos nossos frutos e plantarmos novas sementes, aprendendo com os desafios e comemorando as vitórias ou conquistas.

Que tal fazermos desse novo ano como se este fosse o único que viveríamos? É claro que sempre podemos fazê-lo muito melhor do que os outros; mas a recíproca é verdadeira. Por isso estejamos atentos para que o melhor aconteça.

Finalizar o ano com um balanço do que ganhei e perdi é a melhor forma de iniciá-lo. Listando os novos objetivos pode ser uma forma, só fique atento para não objetivar coisas a mais do que você conseguirá realizar, para que não haja frustrações e assim a sensação de que o que se viveu não valeu a pena.

Uma forma de se organizar que utilizo e acho muito interessante, é a de colocar em uma folha de papel os objetivos que tenho para o ano, nas três grandes áreas: pessoal, profissional e financeira, e dentre elas eleger prioridades onde dentro do próprio ano, os objetivos a curto, médio e longo prazo. E ao final dele visualizo minhas realizações e o que não consegui e, se ainda quiser, coloco na lista do ano seguinte. É um exercício simples, mas que traz organização, foco e a sensação de dever cumprido.

E como tudo está em constante movimento, novas formas de ver  a vida estão sempre se renovando. Uma ideia pode ser a de que possamos enfatizar a gratidão e a fé, para que consigamos alcançar nossos objetivos neste novo ano. Acredito que a  gratidão não tem só o significado divino, mas também o de trazer vida à alma e às novas expectativas. É comemorar com o outro acontecimentos que nos trouxe felicidade, ou ainda situações que nos remeteram a  aprendizados significativos. E ainda, a fé é a soma de acreditar em mim e em uma força maior, que sem a menor duvida, nos fará obter resultados bastante  positivos.

Abra-se para novas possibilidades de enxergar este novo momento, não insista em velhos padrões, não queira novos resultados realizando os mesmos comportamentos. Deixemos a ideia de que os otimistas vivem de ilusões e usam as lentes rosas de seus óculos para verem o mundo. Afinal, existem pesquisas dentro da Psicologia Positiva que comprovam que pessoas mais otimistas tem melhor saúde física e mental.

Façamos então de forma diferente este novo começo, para que de fato possamos comemorar  ou memorar o final deste período que se inicia. Feliz ano novo!

Silvia Ligabue

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Psicóloga e Coaching em Bem-estar. Palestrante de temas motivacionais, comportamentais e escritora. Autora dos livros "Faça Escolhas, não terceirize sua vida” e "Foque em você, uma reflexão diária!" lançados pela editora Autografia.

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