por Andrea Pavlovitsch

Prosperidade Parte 1: crenças negativas sobre dinheiro

Decidi escrever sobre o tema depois de escutar tanto a palavra crise. Nos ônibus, nas praças, na fila do supermercado, nas famílias, parece que essa é a palavra de ordem. Então farei quatro textos, neste mês de julho, somente sobre isso.

Vamos começar pelo significado da palavra prosperidade. Não, não é só ganhar dinheiro. Prosperar é ter tudo. Sim tudo. E você pensando: “Mas não dá para ter tudo, a minha mãe falava isso pra mim”, ok. Já captamos a primeira parte do artigo: crenças negativas sobre o dinheiro.

Crenças são como uma gravação dentro da nossa cabeça. Coisas que ouvimos demais: dos nossos pais quando crianças, dos professores, dos amigos e dos colegas do trabalho. Aquilo é repetido tanto, tanto, que vira uma verdade (mesmo que não seja). Vivemos em um País que passou por muitas crises e isso tudo recentemente. Possivelmente você, que está me lendo, lembra do Plano Collor, daquela coisa com a poupança e da inflação que mudava o preço de tudo a cada cinco minutos. Pois bem, então você também tem crenças negativas sobre o dinheiro.

Uma vez uma faxineira minha foi comigo à feira. No elevador, eu peguei o dinheiro e coloque dentro do sutiã (sim, sou destas, rs) para não ficar com ele à vista e liberar os braços para as sacolas de feira. Ela entrou em pânico. Disse que o dinheiro era sujo e que aquilo estaria tocando a minha pele e poderia me dar doenças e tudo mais. Peguei a crenças dela no elevador (e não, nunca peguei nada por causa disso).

Nós acreditamos: que dinheiro é sujo, que os ricos não vão para o reino do céu, que dinheiro não traz felicidade.
E pior, tem novelas, filmes e seriados comprovando isso. As novelas da Globo, por exemplo, vemos isso o tempo todo. Os pobres, porém, honestos, são santificados. Os pobrinhos, coitadinhos, sempre vítima da ganância dos mais afortunados. Os ricos, por sua vez, são na maioria sem escrúpulos e só conseguiram suas fortunas por meios escusos. E isso nem sempre é verdade.

O que existem são pessoas. Pessoas boas e pessoas nem tanto. E elas podem ser ricas, pobres, brancas, negras ou qualquer outra característica que quisermos dar a elas. Existem ricos que ficaram ricos na base da sacanagem. E existem ricos que ficaram ricos fazendo coisas boas e são excelentes pessoas. E existem pobres fazendo o mal, do lado dos que fazem o bem. Isso não tem nada a ver.

 

Confrontar nossas crenças negativas sobre dinheiro é justamente isso. É olharmos o que achamos que ele significa. Ele sempre falta? É difícil ganhar dinheiro? Eu não tenho capacidade para isso ganhar muito? Sim, dinheiro é poder, e precisamos conquistar poder antes de ganhar dinheiro (e falo sobre isso no próximo artigo), mas precisamos limpar primeiro o que é porcaria de dentro da gente.

Faça um exercício: sente-se com um caderno ou pedaço de papel na sua frente. Acima escreva a palavra dinheiro. E vá escrevendo, na ordem, tudo o que vier à sua cabeça sobre dinheiro. O que vier primeiro, o que vier mais fácil (não julgue, apenas escreva, sem pensar) geralmente é o que você mais acredita. Depois você precisa entender que isso é só uma crença e que você pode mudá-la. Faça isso e confronte suas crenças negativas. Comece a mudar o seu destino agora mesmo. Vamos lá? 

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Andrea Pavlovitsch

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Terapeuta porque adora ajudar as pessoas a se entenderem. Escritora pelo mesmo motivo. Apaixonada por moda, dança, canto e toda forma de arte. Adora pão de queijo com café e não pretende mudar o mundo, mas, quem sabe, uma pequena parte da visão que temos dele.