Reiki: o que é, para que serve, como funciona e quais são seus princípios

Por Erickson Rosa Publicado: Atualizado:

O Reiki é uma prática terapêutica de origem japonesa baseada na canalização da energia vital universal. Seu objetivo é promover equilíbrio físico, emocional, mental e energético por meio da imposição de mãos, favorecendo relaxamento profundo e reorganização interna.

O método foi desenvolvido pelo mestre japonês Mikao Usui no início do século XX e se consolidou como um sistema de cuidado energético utilizado mundialmente como prática complementar de bem-estar.

Mais do que uma técnica de relaxamento, o Reiki também é compreendido como um caminho de autoconhecimento, já que sua prática contínua estimula maior percepção emocional e consciência dos estados internos.

O que é Reiki?

O Reiki é um sistema de harmonização energética que atua na reorganização do fluxo da energia vital presente no organismo. Ele parte do princípio de que todos os seres vivos possuem uma energia sutil que influencia diretamente o equilíbrio físico e emocional. Quando esse fluxo está em desequilíbrio, podem surgir sintomas como cansaço, tensão e instabilidade emocional.

O Reiki atua como um processo de reorganização desse campo energético, favorecendo relaxamento e sensação de equilíbrio interno.

O significado de Reiki (Rei e Ki)

A palavra Reiki é composta por dois ideogramas japoneses: “Rei” e “Ki”, que juntos formam a base conceitual dessa prática terapêutica. “Rei” pode ser traduzido como consciência universal, inteligência superior ou sabedoria espiritual que permeia toda a existência. Já “Ki” representa a energia vital individual, presente em todos os seres vivos e responsável por sustentar a vida e seus processos físicos, mentais e emocionais.

Imagem das mãos unidas emanando muita energia, simbolizando a técnica do Reiki.

Quando unidos, esses dois elementos formam o conceito de uma energia vital guiada por uma consciência universal. Em outras palavras, o Reiki é compreendido como a integração entre a energia que flui em cada indivíduo e uma fonte mais ampla e inteligente de equilíbrio.

Essa combinação é o que diferencia o Reiki de outras abordagens energéticas, já que não se trata apenas de “energia”, mas de um fluxo orientado por consciência, harmonia e equilíbrio natural.

Diferença entre Reiki e outras terapias energéticas

O Reiki se diferencia de outras abordagens terapêuticas por não envolver manipulação física, diagnóstico energético ou intervenção direta sobre o campo da pessoa atendida. Trata-se de uma prática baseada na canalização neutra da energia universal, sem direcionamento ou controle por parte do praticante.

Dessa forma, o terapeuta atua apenas como um facilitador do processo, permitindo que a energia flua de maneira natural e de acordo com as necessidades do próprio organismo.

Origem e história do Reiki

O Reiki teve origem no Japão no início do século XX, sendo desenvolvido por Mikao Usui (1865–1926) após anos de estudos espirituais, práticas meditativas e busca por um método de desenvolvimento humano e equilíbrio integral.

Segundo a tradição reikiana, um momento decisivo ocorreu durante um retiro espiritual no Monte Kurama, próximo a Kyoto. Nesse período, Usui vivenciou uma experiência de profunda compreensão espiritual que o levou a sistematizar o método conhecido como Usui Reiki Ryōhō.

A partir dessa vivência, ele estruturou um sistema que incluía técnicas de imposição de mãos, práticas meditativas e princípios filosóficos voltados ao equilíbrio interior. Em 1922, fundou em Tóquio a Usui Reiki Ryōhō Gakkai, organização criada para preservar, praticar e disseminar seus ensinamentos.

Após sua morte, o sistema continuou a se expandir por meio de seus discípulos. Entre eles, Chujiro Hayashi teve papel importante na organização e estruturação do ensino do Reiki, contribuindo para sua maior sistematização.

Mais tarde, Hawayo Takata levou o Reiki para o Havaí e, posteriormente, para os Estados Unidos, sendo responsável por sua introdução e expansão no Ocidente. Esse processo foi essencial para que o Reiki se tornasse conhecido globalmente.

Atualmente, existem diferentes escolas e linhagens de Reiki, mas todas têm origem nos ensinamentos de Mikao Usui. Apesar das variações de abordagem, o propósito central permanece o mesmo: promover equilíbrio, bem-estar e desenvolvimento pessoal por meio da canalização da energia vital universal.

Os 5 princípios do Reiki

Além das técnicas de aplicação energética, Mikao Usui desenvolveu um conjunto de ensinamentos conhecidos como os 5 princípios do Reiki. Eles representam a base filosófica da prática e funcionam como orientações para uma vida mais consciente, equilibrada e harmoniosa.

Imagem de um homem de camisa branca com as mãos sobre o peito, simbolizando o sinal de gratidão, um dos princípios do Reiki.

Tradicionalmente, esses princípios são recitados diariamente pelos praticantes como uma forma de cultivar presença, responsabilidade pessoal e bem-estar emocional. Mais do que regras, eles são convites à reflexão e ao desenvolvimento interior.

Só por hoje, não se irrite

Este princípio incentiva a observação das próprias emoções e a busca por respostas mais conscientes diante dos desafios cotidianos. A proposta não é reprimir sentimentos, mas desenvolver equilíbrio emocional para lidar com situações difíceis de maneira mais serena.

Só por hoje, não se preocupe

A preocupação excessiva pode gerar ansiedade e desgaste mental. Esse ensinamento convida a direcionar a atenção para o momento presente, evitando o sofrimento antecipado por situações que ainda não aconteceram ou que estão fora do nosso controle.

Seja grato

A gratidão é considerada uma ferramenta poderosa para ampliar a percepção das experiências positivas da vida. Ao reconhecer aquilo que já está presente, o praticante desenvolve uma relação mais consciente com o presente e fortalece sentimentos de contentamento e plenitude.

Trabalhe honestamente

Este princípio valoriza a dedicação, a integridade e a responsabilidade nas atividades diárias. Ele reforça a importância de agir com ética, respeito e comprometimento em todas as áreas da vida.

Seja gentil com todos os seres vivos

A gentileza e a compaixão ocupam um papel central na filosofia do Reiki. Esse princípio estimula o respeito por si mesmo, pelas outras pessoas, pelos animais e pela natureza, reconhecendo a interconexão existente entre todos os seres.

Embora tenham sido criados há mais de um século, os 5 princípios do Reiki continuam atuais e são considerados por muitos praticantes uma das partes mais transformadoras do método. Eles reforçam a ideia de que o Reiki não se limita às sessões terapêuticas, mas pode ser incorporado como uma filosofia de vida baseada em equilíbrio, consciência e bem-estar.

Como funciona o Reiki?

O Reiki funciona por meio da imposição de mãos, onde o praticante atua como um canal da energia vital universal. Durante a aplicação, o corpo tende a entrar em um estado profundo de relaxamento, o que favorece processos naturais de autorregulação física, emocional e mental.

O valor do Reiki: cobrar ou não cobrar?

Esse estado de calma permite que o organismo reduza tensões e restabeleça seu próprio equilíbrio interno.

Os pilares do Reiki

Embora o Reiki seja conhecido por sua simplicidade, sua prática se apoia em princípios fundamentais que ajudam a compreender como essa técnica energética é aplicada. Esses pilares orientam tanto o trabalho do praticante quanto a forma como a energia é percebida dentro do sistema Reiki.

Os três pilares essenciais são:

• Canalização da energia universal

No Reiki, o praticante não utiliza a própria energia para realizar a aplicação. Ele atua como um canal por meio do qual a energia vital universal flui até a pessoa que recebe o tratamento. Por esse motivo, não há transferência de energia pessoal nem desgaste energético do aplicador. A energia é conduzida de forma natural e segue para onde é mais necessária naquele momento.

• Receptividade e não controle

Diferentemente de técnicas que exigem esforço mental, concentração intensa ou direcionamento da energia por meio da vontade, o Reiki baseia-se na receptividade. O praticante mantém uma postura de presença, atenção e abertura, permitindo que o fluxo energético aconteça sem interferências. A prática não depende de controlar resultados, mas de confiar no processo e na inteligência natural da energia.

• Estímulo ao equilíbrio natural

O Reiki não busca combater sintomas específicos nem substituir tratamentos médicos. Seu objetivo é favorecer condições para que corpo, mente e emoções encontrem maior harmonia. Ao promover relaxamento e bem-estar, a técnica pode contribuir para que o organismo utilize seus próprios recursos de recuperação, equilíbrio e autorregulação de forma mais eficiente.

Esses três pilares tornam o Reiki uma prática acessível e versátil, baseada na conexão com a energia universal, na ausência de esforço ou imposição e no respeito à capacidade natural de equilíbrio presente em cada indivíduo.

O papel do praticante e do receptor

No Reiki, praticante e receptor desempenham funções diferentes, mas complementares. O praticante atua como um canal da energia universal, permitindo que ela flua de forma natural durante a sessão. Diferentemente do que algumas pessoas imaginam, ele não utiliza sua própria energia nem tenta controlar os resultados do processo.

Imagem de um reikiano aplicando reiki em uma paciente deitada sobre uma maca.

O receptor, por sua vez, participa de forma receptiva, permanecendo em uma posição confortável e relaxada. Esse estado favorece momentos de tranquilidade e bem-estar, contribuindo para que corpo e mente desacelerem das tensões do dia a dia.

A relação entre ambos é baseada na confiança, no respeito e na ausência de imposições. Enquanto o praticante oferece um espaço acolhedor para a aplicação, o receptor apenas se permite vivenciar a experiência. Assim, a sessão acontece de forma natural, com foco na harmonização energética e no equilíbrio integral do indivíduo.

Como é uma sessão de Reiki?

Uma sessão de Reiki acontece em um ambiente calmo e silencioso, com a pessoa em repouso físico e mental. Geralmente, o receptor permanece deitado ou sentado, em estado de relaxamento, enquanto o terapeuta conduz a prática.

Durante a sessão, o praticante realiza a imposição de mãos em diferentes regiões do corpo, mantendo um contato leve ou até mesmo sem contato físico direto. A proposta não envolve manipulação corporal, mas sim a canalização da energia universal de forma suave e contínua.

Sensações durante a sessão

As sensações durante uma sessão de Reiki podem variar de pessoa para pessoa, já que cada organismo reage de maneira única ao processo.

Entre as percepções mais comuns estão:

  • sensação de relaxamento profundo
  • leve aquecimento em determinadas regiões do corpo
  • formigamento suave ou pulsação sutil
  • sensação de leveza emocional ou bem-estar interno

Em alguns casos, a pessoa também pode experimentar um estado de sonolência leve ou uma quietude mental mais acentuada.

O que acontece depois da sessão

Após a sessão, é comum que a pessoa permaneça em um estado de calma e equilíbrio, com sensação de clareza mental e bem-estar emocional.

Esses efeitos podem ser imediatos ou se estender por algumas horas e, em alguns casos, até alguns dias, variando de acordo com o nível de receptividade individual.

Música para Reiki: qual a importância durante a prática?

A utilização de música durante as sessões de Reiki é bastante comum e tem como objetivo contribuir para um ambiente mais tranquilo e acolhedor. Embora ela não faça parte da técnica em si, sons suaves podem favorecer o relaxamento, a concentração e a redução de distrações externas ao longo da prática.

Entre as opções mais utilizadas estão composições instrumentais, sons da natureza, músicas meditativas e outras trilhas voltadas ao relaxamento. Nesse contexto, a proposta não é produzir efeitos terapêuticos específicos por meio do som, mas criar uma atmosfera que favorece a introspecção e o bem-estar.

A escolha da trilha sonora varia conforme a preferência do praticante ou do terapeuta. Enquanto algumas sessões são conduzidas com música ambiente, outras acontecem em silêncio, respeitando as necessidades e características de cada experiência.

Qual é a melhor música para uma sessão de Reiki?

Não existe uma música considerada ideal para todas as pessoas. A escolha depende das preferências individuais e do objetivo da prática. Em geral, são utilizadas composições instrumentais suaves, sons da natureza, músicas meditativas ou trilhas com ritmo lento e relaxante.

O mais importante é que a música contribua para criar um ambiente de tranquilidade e acolhimento, sem gerar distrações ou desconforto durante a sessão. Por esse motivo, muitas pessoas optam por sons que favoreçam a concentração e a sensação de presença no momento.

Reiki pode ser praticado com música?

Sim. Muitas pessoas utilizam música como apoio durante as sessões de Reiki e também na prática do autorreiki. Embora ela não seja um requisito da técnica, pode ajudar a criar um momento mais propício ao relaxamento, à atenção plena e ao autocuidado.

Ainda assim, a música deve ser vista apenas como um elemento complementar da ambientação. O Reiki pode ser praticado tanto com trilha sonora quanto em completo silêncio, sem que isso altere os princípios fundamentais do método.

Benefícios do Reiki

O Reiki é amplamente utilizado como prática complementar de bem-estar, atuando principalmente na promoção do equilíbrio entre corpo, mente e emoções.

Embora cada pessoa vivencie a prática de forma única, seus benefícios costumam estar relacionados ao relaxamento profundo, à redução da sensação de sobrecarga e ao fortalecimento do autocuidado. 

Imagem de um reikiano aplicando o reiki em uma paciente para melhorar o aspecto físico, emocional e mental.

Por favorecer momentos de pausa e reconexão interior, o Reiki é frequentemente utilizado como apoio para a manutenção do bem-estar físico, emocional e mental.

Benefícios do Reiki para o corpo

No aspecto físico, o Reiki é associado à promoção de estados de descanso e recuperação, contribuindo para aliviar tensões acumuladas no dia a dia. Durante a prática, muitas pessoas relatam sensação de leveza, conforto e diminuição do desgaste provocado pelo estresse cotidiano.

Embora não substitua tratamentos médicos, o Reiki pode ser utilizado como recurso complementar para favorecer estados de relaxamento e bem-estar geral.

Benefícios do Reiki para o equilíbrio emocional e mental 

No campo emocional e mental, o Reiki pode contribuir para uma maior sensação de equilíbrio interno, ajudando a lidar com períodos de preocupação, tensão e sobrecarga emocional. A prática também favorece momentos de introspecção e autoconsciência, promovendo maior clareza na percepção dos pensamentos e sentimentos.

De forma geral, seus efeitos estão associados a um estado de maior tranquilidade, centramento e reconexão consigo mesmo.

Reiki para ansiedade, estresse e qualidade do sono 

O Reiki é frequentemente procurado por pessoas que desejam lidar melhor com períodos de ansiedade, estresse e dificuldade para relaxar. Ao favorecer estados de calma e desaceleração, a prática pode atuar como um suporte complementar para o bem-estar emocional. 

Esse estado pode contribuir para diminuir a percepção de sobrecarga emocional e facilitar um maior centramento diante dos desafios do dia a dia. Por isso, muitas pessoas recorrem ao Reiki em períodos de tensão intensa, mudanças importantes ou momentos de instabilidade emocional.

Ao favorecer o relaxamento e a redução da tensão acumulada, a prática também é utilizada por algumas pessoas como apoio complementar para lidar com desconfortos físicos relacionados ao estresse, incluindo tensão muscular e dores de cabeça tensionais.

Reiki e sistema nervoso

O Reiki pode contribuir para a transição do estado de alerta constante para um estado de relaxamento mais profundo.

Em situações de estresse prolongado, o corpo tende a permanecer em modo de ativação contínua, o que impacta diretamente o sistema nervoso. A prática favorece uma desaceleração gradual desse padrão, ajudando o organismo a entrar em um estado de repouso e equilíbrio.

Reiki e qualidade do sono

O Reiki também pode ser utilizado como apoio antes de dormir, ajudando a desacelerar a mente e preparar o corpo para o descanso.

Ao reduzir a agitação mental e favorecer o relaxamento, a prática pode contribuir para uma transição mais suave para o sono e, em muitos casos, melhorar a percepção de qualidade do descanso.

Reiki e equilíbrio energético (chakras, limpeza e ambientes)

O Reiki é frequentemente associado a processos de harmonização do campo energético, sendo utilizado como uma prática complementar voltada ao bem-estar físico, emocional e mental. Embora não tenha caráter invasivo, diagnóstico ou intervenção direta, ele é aplicado como um suporte para favorecer estados de maior equilíbrio interno.

Dentro dessa perspectiva, o Reiki é compreendido como uma prática que busca restabelecer a fluidez natural da energia vital no organismo. Quando esse fluxo é percebido como mais harmonioso, muitas pessoas relatam sensações de leveza, organização emocional e maior estabilidade interna.

Imagem de uma reikiana aplicando o reiki nos chakras de um paciente deitando sobre o chão em um tapete.

Além disso, o Reiki também é utilizado em abordagens voltadas ao equilíbrio mais amplo, incluindo a relação da pessoa com ambientes, rotinas e estados emocionais. Nesse contexto, ele não atua como uma intervenção externa, mas como um facilitador de reconexão e centramento, ajudando o indivíduo a lidar melhor com diferentes níveis de sobrecarga do dia a dia.

Algumas pessoas também incorporam o Reiki a práticas voltadas ao fortalecimento do bem-estar emocional e à busca por maior sensação de proteção e estabilidade energética. Se você deseja conhecer técnicas específicas relacionadas a esse tema, confira nosso conteúdo completo sobre proteção energética com Reiki.

Reiki e chakras

O Reiki é frequentemente associado aos chakras, que, nas tradições energéticas, são compreendidos como centros relacionados à circulação da energia vital pelo corpo.

Embora o Reiki não tenha como objetivo atuar em um chakra específico, sua prática é tradicionalmente relacionada à harmonização do sistema energético como um todo. Ao favorecer relaxamento, equilíbrio e maior consciência interior, pode contribuir para uma percepção mais integrada entre corpo, mente e emoções.

Por esse motivo, muitas pessoas associam o Reiki à busca por maior alinhamento energético e bem-estar emocional.

Reiki e limpeza energética

Dentro da prática do Reiki, a chamada limpeza energética é geralmente compreendida como um processo de reorganização e equilíbrio do campo energético pessoal.

Durante uma sessão, o estado de relaxamento profundo pode favorecer a liberação de tensões emocionais acumuladas, proporcionando sensação de leveza, clareza mental e renovação interior. Por isso, muitas pessoas relatam sentir-se mais tranquilas e centradas após a aplicação.

Essa percepção está relacionada à busca por maior harmonia entre os aspectos físicos, emocionais e energéticos do ser.

Reiki e proteção energética

O Reiki também é frequentemente associado ao fortalecimento do equilíbrio energético e emocional. Quando a pessoa se sente mais centrada, consciente e em harmonia consigo mesma, tende a lidar de forma mais tranquila com situações desafiadoras e ambientes de maior desgaste emocional.

Nesse contexto, a chamada proteção energética é compreendida como um estado de estabilidade interior que favorece maior bem-estar e presença diante das experiências do cotidiano.

Reiki em animais, plantas e ambientes

O Reiki também pode ser aplicado em animais, plantas e ambientes como uma prática complementar voltada à harmonização e ao bem-estar.

Em animais, costuma ser utilizado de forma suave e respeitosa, especialmente em momentos de estresse ou adaptação. Já em plantas e ambientes, a prática é associada à intenção de promover equilíbrio, acolhimento e uma atmosfera mais harmoniosa.

Essa aplicação amplia os princípios de cuidado e atenção presentes no Reiki, respeitando as características e necessidades de cada ser ou espaço.

Reiki e as práticas integrativas no Brasil

Nas últimas décadas, o Reiki ampliou sua presença no Brasil e passou a integrar diferentes iniciativas voltadas à promoção do bem-estar e da qualidade de vida. Esse crescimento reflete o interesse cada vez maior por abordagens que consideram o cuidado de forma mais ampla, contemplando aspectos físicos, emocionais e mentais.

Um marco importante para essa expansão ocorreu em 2017, quando o Reiki foi incorporado à Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC) do Sistema Único de Saúde (SUS). Com isso, passou a fazer parte do conjunto de práticas reconhecidas pelo Ministério da Saúde como recurso de apoio à promoção da saúde e ao cuidado integral das pessoas.

É importante destacar que esse reconhecimento não transforma o Reiki em substituto de tratamentos médicos, psicológicos ou fisioterapêuticos. Sua proposta continua sendo atuar como uma prática de suporte ao bem-estar, podendo ser utilizada em conjunto com outros cuidados quando necessário.

Atualmente, o Reiki está presente em clínicas, centros terapêuticos, instituições de ensino, projetos sociais e diversos espaços dedicados ao desenvolvimento humano. Sua crescente popularização demonstra como as práticas integrativas vêm conquistando espaço entre pessoas que buscam formas complementares de autocuidado e qualidade de vida.

Autorreiki (autoaplicação)

O autorreiki é a prática de aplicação do Reiki em si mesmo e representa uma das formas mais tradicionais de contato com o método. Desde os primeiros níveis de aprendizado, os praticantes são incentivados a incorporar essa prática à rotina como uma forma de desenvolver maior percepção sobre seus estados físicos, mentais e emocionais.

Imagem de uma reikiana fazendo uma autoaplicação, ou seja, o autorreiki.

Mais do que uma técnica de aplicação energética, o autorreiki é frequentemente compreendido como um exercício de presença e autocuidado. Ao dedicar alguns minutos do dia para esse momento de atenção consciente, o praticante cria um espaço para observação interior, favorecendo o autoconhecimento e a conexão consigo mesmo.

Por esse motivo, muitas pessoas consideram o autorreiki uma das práticas mais importantes dentro do sistema, já que permite aplicar os princípios do Reiki de forma contínua no cotidiano.

Como praticar o autorreiki

A prática do autorreiki pode ser realizada em qualquer ambiente tranquilo, onde seja possível permanecer alguns minutos sem interrupções. O praticante geralmente se senta ou se deita em uma posição confortável, buscando desacelerar a respiração e direcionar a atenção para o momento presente.

Em seguida, as mãos são posicionadas suavemente em diferentes regiões do corpo, como cabeça, garganta, peito, abdômen ou pernas, permanecendo alguns minutos em cada posição. Não existe a necessidade de esforço físico ou concentração intensa; a proposta é permitir que a prática aconteça de forma natural e tranquila.

Com o tempo, o autorreiki pode se transformar em um hábito de autocuidado e reflexão, contribuindo para uma rotina mais consciente e equilibrada.

Como se tornar um reikiano?

Tornar-se reikiano envolve um processo de aprendizado e iniciação realizado por um mestre habilitado, que é responsável por transmitir os fundamentos da prática e realizar o alinhamento necessário para que o estudante possa atuar com Reiki.

Esse processo não se resume apenas ao aprendizado teórico, mas também a uma experiência prática e vivencial, na qual o praticante passa a desenvolver maior sensibilidade, percepção interna e conexão com a técnica ao longo do tempo.

A formação no Reiki é tradicionalmente estruturada em níveis, permitindo uma evolução gradual do conhecimento e da prática.

Diferentemente do que algumas pessoas imaginam, não é necessário possuir dons especiais, habilidades mediúnicas ou conhecimentos prévios para aprender Reiki. A prática pode ser estudada por qualquer pessoa interessada em seu desenvolvimento pessoal e em compreender os fundamentos do método.

O período de 21 dias após a iniciação

Em muitas escolas de Reiki, após a iniciação, recomenda-se um período de aproximadamente 21 dias de prática contínua de autorreiki. Essa fase é tradicionalmente associada a um processo de adaptação e integração dos ensinamentos recebidos.

Durante esse tempo, muitas pessoas relatam maior percepção dos próprios estados emocionais, percepção mais intensa dos próprios estados internos e uma reorganização gradual de hábitos e padrões pessoais.

Esse processo é entendido como parte natural do início da prática, funcionando como uma etapa de integração do aprendizado.

O que é a linhagem do Reiki?

A linhagem do Reiki corresponde à sequência de mestres que transmitiram os ensinamentos desde Mikao Usui até o praticante atual. Essa cadeia de transmissão preserva a história, a tradição e os fundamentos do método ao longo das gerações.

Dentro da prática reikiana, a linhagem é valorizada por registrar a trajetória do ensino e manter a conexão com as origens do sistema desenvolvido por Usui. Por meio dela, é possível compreender como os conhecimentos foram transmitidos e aperfeiçoados ao longo do tempo.

Conhecer a própria linhagem também ajuda o praticante a identificar a origem de sua formação e a reconhecer o caminho percorrido pelo Reiki até os dias atuais.

Níveis do Reiki

Existem muitos caminhos que ensinam a energia Reiki e cada um possui diferentes níveis. É o caso do AIRA (American International Reiki Association), criado pela mestra HawayoTakata, que foi uma das principais responsáveis pela divulgação do Reiki em todo mundo. O AIRA divide o Reiki em sete níveis, e seus mestres só podem iniciar outros mestres com autorização da grã-mestre.

Existe também a REIKI ALIANCE, que ensina seus reikianos que existem três níveis apenas do Reiki, como no método ensinado pelo seu criador Dr. MikaoUsui, sendo o último nível dividido em dois sub-níveis. Eles não precisam de autorização para formar outros mestres.

Imagem de uma reikiana sentada sobre um tapete branco, manipulando alguns cristais e pedras para renovar suas energias para a prática do reiki.

Há ainda outros grupos que se denominam Mestres tradicionais ou independentes. Esses não quiseram seguir as diretrizes das organizações anteriores, seguindo suas próprias doutrinas.

O método original foi criado pelo Dr. MikaoUsui constitui de três níveis, sendo o último dividido em dois subníveis. Colocarei aqui somente esses, pois é a linha que trabalho do Reiki Tradicional método Usui. Vamos a eles:

Reiki nível 1 - SHODEN: O Despertar

Esse é o primeiro passo que o iniciado dá em direção a uma nova percepção da vida e do cosmos. Nesse nível o iniciado tem aberto os sinais em suas mãos por onde ele irá canalizar a energia do Reiki.

Qualquer pessoa pode receber o Reiki. Assim que sintonizadas com essa energia, basta realizar a imposição de mãos para começar a canalizar sua energia para a cura. O poder da canalização, o nível de sintonia, será maior à medida que o iniciado busque a conexão com seu interior.

Quanto mais o iniciado quiser auxiliar o próximo e o planeta com a energia, mais ele entra em contato com o verdadeiro poder da cura do Reiki. Após receber o primeiro nível, o iniciado passará por um processo de purificação de 21 dias, no qual terá que realizar a aplicação em si mesmo para alinhamento de suas energias.

É comum durante esse tempo de purificação ocorrer catarses, como enjoos, dores de cabeça, tonturas, etc. Isso porque o campo áurico do iniciado está sendo limpo e essa é uma das formas que nosso organismo encontra para realizar a limpeza. Em algumas escolas o iniciado recebe o primeiro símbolo de canalização, em outras, apenas após o segundo nível. As duas formas estão corretas.

Reiki Nível 2 - OKUDEN: A Transformação

Nesse nível o iniciado receberá mais três símbolos em suas mãos, O CHO-KU-REI, o SEI-HEI-KI e o HON-SHA-ZEN-SHO-NEN. Os Símbolos servem para que o reikiano nesse nível consiga realizar cura com mais eficácia, trabalhando também os corpos, emocional, psicológico e espiritual e não somente o físico como no nível 1.

O Reikiano agora pode enviar a energia Reiki através do tempo e do espaço, ou seja, de longas distâncias. Nesse nível o reikiano terá que passar novamente pelo processo de purificação de 21 dias.

Nível 3 A - SHINPIDEN: A Realização

Esse nível é o mestrado, ou também o nível do mestre interior. Nesse nível, o reikiano aprenderá o Símbolo do Mestre Interior – O DAI-KO-MYO.

O poder desse símbolo permite ao reikiano a usar energia para realizar seus desejos e sonhos. Esse é um passo importante, pois a energia enviada ao reikiano aumenta consideravelmente. É indicada a realização de práticas de desenvolvimento espiritual e pessoal, como a meditação.

O símbolo recebido permite que o reikiano possa enviar a energia para multidões, cidades e até mesmo países inteiros. Esse é o nível no qual a percepção de seu próprio karma aumenta. O reikiano é capaz de alcançar seu próprio karma e sua verdade interior.

Nível 3 B - SHINPIDEN SENSEI: O Mestrado

Esse nível, também chamado de o “professor espiritual” ou o “doutorado”, permite que o reikiano inicie outra pessoa no caminho do Reiki, abrindo nas mãos de seu iniciado a canalização da energia Reiki de cura, amor e paz.

Nesse nível, o reikiano receberá o quinto símbolo, o RAKU. Esse símbolo possui o poder da iniciação. Esse nível requer maior compreensão do Reikiano, pois esse não deve ser rotulado como mestre ou guru, mas sim um professor que dá início a jornada de outra pessoa pelo lindo caminho do Reiki.

Símbolos do Reiki

Os símbolos do Reiki são considerados ferramentas utilizadas principalmente a partir dos níveis mais avançados da prática, especialmente no Reiki II e no Reiki III. Eles funcionam como representações tradicionais que auxiliam na concentração, intenção e direcionamento da prática.

Dentro da tradição reikiana, esses símbolos não são vistos como elementos físicos ou decorativos, mas como recursos de foco mental e energético, utilizados para aprofundar diferentes aspectos da experiência terapêutica. Cada símbolo possui uma finalidade específica e está associado a determinados ensinamentos transmitidos durante a formação.

Cho Ku Rei (potencialização energética)

O Cho Ku Rei é tradicionalmente associado à amplificação e ao direcionamento da energia dentro da prática do Reiki. Por esse motivo, costuma ser utilizado em momentos nos quais o praticante deseja reforçar a intenção e a concentração durante a aplicação.

Imagem de um dos símbolos do Reiki, denominado CHO-KU-REI

Dentro da tradição reikiana, esse símbolo é frequentemente relacionado à ideia de fortalecimento da presença e da conexão com a prática. Sua utilização busca favorecer maior foco e direcionamento da energia canalizada, tornando-o um dos símbolos mais conhecidos e utilizados pelos praticantes.

Sei He Ki (equilíbrio emocional)

O Sei He Ki é tradicionalmente associado à harmonização dos aspectos emocionais e mentais. Na prática do Reiki, costuma ser utilizado em trabalhos voltados ao equilíbrio interno e à busca por maior clareza diante de emoções e pensamentos.

Imagem do segundo símbolo sagrado do Reiki, denominado SEI-HEI-KI.

Por essa razão, é frequentemente relacionado ao desenvolvimento do autoconhecimento e à construção de uma relação mais consciente com os próprios estados emocionais. Dentro dos ensinamentos do Reiki, é considerado um símbolo ligado à integração entre a mente e as emoções.

Hon Sha Ze Sho Nen (Reiki à distância)

O Hon Sha Ze Sho Nen é o símbolo tradicionalmente associado à prática de Reiki à distância. Dentro da filosofia reikiana, ele representa a possibilidade de direcionar a intenção da prática para além da presença física imediata.

Imagem do quinto símbolo do Reiki, denominado HON-SA-ZEN-SHO-NEI.

Por esse motivo, é amplamente utilizado em aplicações à distância e em trabalhos que envolvem conexão, continuidade e integração dos princípios do Reiki em diferentes contextos. Sua utilização está ligada ao entendimento de que a energia não se limita necessariamente à proximidade física entre praticante e receptor.

Dai Ko Myo (expansão espiritual)

O Dai Ko Myo é considerado um dos símbolos mais importantes dentro dos níveis avançados do Reiki. Tradicionalmente associado ao crescimento espiritual e à expansão da consciência, ele representa uma etapa de maior integração dos ensinamentos e princípios da prática.

Imagem do quarto símbolo do reiki, denominado DAI-KO-MIO

Por estar ligado aos níveis mais elevados da formação, costuma ser relacionado ao amadurecimento do praticante e ao aprofundamento de sua jornada de autoconhecimento. Em muitas linhagens, é visto como um símbolo que representa a essência dos ensinamentos do Reiki.

Raku (finalização energética)

O Raku é utilizado principalmente em processos de encerramento dentro da prática do Reiki. Tradicionalmente associado ao aterramento e à integração, ele simboliza a conclusão de um ciclo ou de uma aplicação energética.

Imagem do terceiro símbolo sagrado do Reiki, denominado Raku.

Por essa característica, é frequentemente relacionado à estabilização e à consolidação das experiências vivenciadas durante a prática. Em algumas linhagens, também é utilizado em momentos específicos de iniciação e alinhamento energético.

Embora cada símbolo possui características e aplicações próprias dentro da tradição reikiana, todos fazem parte do conjunto de ensinamentos transmitidos ao longo da formação. Seu uso está relacionado ao aprofundamento gradual da prática e ao desenvolvimento da compreensão dos princípios que sustentam o Reiki.

Perguntas Frequentes

O Reiki funciona mesmo?

O Reiki é uma prática complementar de bem-estar. Muitas pessoas relatam sensação de relaxamento profundo, redução do estresse e maior equilíbrio emocional, embora os efeitos possam variar de pessoa para pessoa.

O Reiki é religião ou precisa de crença para funcionar?

O Reiki não é uma religião e não exige crença para ser praticado. Trata-se de uma prática energética complementar baseada na canalização da energia vital universal.

Qual a diferença entre Reiki e outras terapias energéticas?

A principal diferença é que o Reiki não utiliza manipulação energética ativa. O praticante atua como canal da energia universal, sem interferência direta no processo.

Reiki à distância como funciona?

O Reiki à distância é baseado na ideia de que a energia não está limitada pelo espaço físico, permitindo que a prática seja realizada em pessoas que não estão presentes fisicamente.

Reiki à distância funciona igual ao presencial?

Sim. Os princípios são os mesmos, mudando apenas a forma de aplicação, que pode ser realizada sem contato físico direto.

O Reiki pode substituir tratamento médico ou ser usado junto?

O Reiki não substitui tratamentos médicos ou psicológicos, mas pode ser utilizado como prática complementar, sem interferir em processos clínicos ou terapêuticos.

Segurança e contra indicações do Reiki

O Reiki é considerado uma prática não invasiva e segura. Não possui contraindicações conhecidas, mas não substitui acompanhamento médico ou psicológico quando necessário.

O Reiki ajuda em crises emocionais ou ansiedade forte?

O Reiki pode ser utilizado como suporte complementar em momentos de ansiedade, estresse intenso ou crises emocionais, ajudando a promover relaxamento e sensação de equilíbrio.

O Reiki pode causar reações emocionais?

Sim. Algumas pessoas podem perceber maior sensibilidade emocional, sensação de relaxamento profundo ou processos de reflexão interna durante ou após a prática. Essas experiências variam de acordo com cada indivíduo.

É possível aprender Reiki sozinho?

Não. No Reiki tradicional, a aprendizagem envolve uma iniciação realizada por um mestre habilitado, responsável por transmitir os ensinamentos e orientações necessárias para a prática.

Pode fazer Reiki todos os dias?

Sim. O autorreiki pode ser praticado diariamente como forma de autocuidado, relaxamento e manutenção do equilíbrio emocional.

O Reiki tem comprovação científica?

Ainda não há comprovação científica conclusiva sobre os efeitos do Reiki. No entanto, existem estudos que investigam sua relação com relaxamento, bem-estar e qualidade de vida, especialmente como prática complementar.

O Reiki é uma prática de harmonização energética baseada na canalização da energia vital universal, desenvolvida no Japão e difundida em diversas partes do mundo como uma abordagem complementar voltada ao bem-estar.

Ao longo deste artigo, vimos que o Reiki envolve muito mais do que a simples imposição de mãos. Sua filosofia inclui princípios de desenvolvimento pessoal, práticas de autocuidado, diferentes níveis de aprendizado e uma visão integrada da relação entre corpo, mente e emoções.

Independentemente da linhagem ou da forma como é praticado, o Reiki continua atraindo pessoas que buscam momentos de maior presença, autoconsciência e qualidade de vida. Por isso, permanece como uma das práticas energéticas mais conhecidas e difundidas da atualidade.

Mais do que oferecer respostas prontas, o Reiki convida cada pessoa a desenvolver uma relação mais consciente consigo mesma, transformando o cuidado interior em uma prática contínua no cotidiano.

Reiki: