por Gustavo Antunes

Quando você muda, seu mundo muda

Estava eu em meio a um churrasco quando me senti tentado a escrever essas palavras, prova de que não somos nós que escolhemos a hora de trazer uma mensagem a vocês, como dizia Chico Xavier, o telefone toca de lá pra cá. Pois bem.

Estava pensando em como fazemos tentativas e mais tentativas de manter pessoas próximas e como muitas vezes essa tentativa é um gasto de energia e de emocional. Não que não existam pessoas pelas quais vale o desgaste, e nesse caso nem estou falando de amizades falsas, mas sim de amizades momentâneas, talvez tenha começado errado esse texto, mas vamos adiante.

Já reparou que existem pessoas que fazem parte de nossa vida que fazem muito sentido em um determinado momento e daqui a pouco por questões de trabalho, mudança, etc. elas somem da sua vida sem deixar rastros? Quero acreditar que eu não sou o único que depois de meses sem ver a pessoa, mande mensagem dizendo: “Oi, tudo bem? Meu, que saudades, vamos marcar algo”.

Aí a pessoa responde animada, mas na verdade, ela não sente saudade, ela nem lembrava que você existia a ponto de realmente querer revê-lo.

E com isso vamos ao fato de que existem amizades condicionadas ao momento, e isso é muito fácil de acontecer em locais de trabalho, onde muitas vezes as pessoas são postas em situações semelhantes no trabalho e como quem “alia esforços”, elas viram amigas.

Bom, acho que isso simboliza bem a relação de amizades momentâneas porém significativas, e talvez essas sejam aquelas que vêm para nos ensinar algo na teoria do espelho. Talvez elas venham evidenciar uma característica sua que você não percebe, uma fraqueza sua a ser trabalhada ou um ponto forte seu que você renega.

Amizades momentâneas e duradouras são idênticas, apenas se diferem no sentido de que o tempo que elas levaram para cumprir a missão delas é diferente. Uns chamam de karma, eu chamo de prazo de validade, tudo e todos têm o seu.

Assim como aquelas amizades antigas que nutrem um carinho gigante, porém não fazem questão ou esforço de se reverem. É como se ambos tivessem algo que os obrigam a seguir juntos para o resto da vida mesmo que sem real vontade de se reverem. Parece que ambas se sentem tão endividadas ou sem coragem de dizerem uns para os outros: “É já deu, bom... obrigado pelo tempo em que passamos juntos, foi ótimo. Que você seja feliz em sua nova jornada”. Vira um chiclete mais mascado do mundo e sem prazer algum de estar ali...

Em compensação existem amizades que passam da distância dos quilômetros para serem contadas em milhas. Prova de que a distância supera qualquer sentimento de amizade, e que elas, desde que, seja de vontade de ambas as partes, perduram.

Acho que no fundo a mensagem é: “Aproveite ao máximo aqueles que cruzarem seu caminho e enquanto cruzarem seu caminho”. E a moral da história que deixo aqui hoje, mantenha os bons hábitos e também o amor próprio. Sabe aquela pessoa que você tenta salvar a amizade ou fazer durar mais do que já durou? Então, esqueça. Seja forte o bastante para largar mão. Se você tentou uma, tentou duas e nada, me desculpe, mas essa pessoa realmente não quer reencontrá-la ou manter você próxima, talvez seja um consolo para o ego dela deixar os números nas redes sociais altos o suficiente para calar o medo do silêncio e da solidão. Ame-se, preserve-se e não insista em nada que já não tenha ficado tempo suficiente na sua vida e agora esteja saindo dela. Desprenda-se. Desapegue-se.

Gustavo Antunes

+ artigos

Publicitário de formação, youtuber, diretor de arte, palestrante e escritor nas horas vagas. Também estudioso das leis do universo, espiritualidade e metafísica. Busca entender o que está para além da física, entender o real sentido do que é “SER” humano, do poder que a consciência e da fé raciocinada nos traz.