por Ivete Costa

Quem está no comando da sua vida?

Nem sempre é fácil detectar quem está no comando da nossa vida (alguém ou uma crença) ou, em alguma, ou algumas áreas da nossa vida. Por exemplo: se pensarmos na área da espiritualidade, ao invés do comando estar em nossa fé, pode estar em um intermediário: padre, pastor, guru ou algo assim.

Se pensarmos no dinheiro, pode ser que ele, o dinheiro, esteja no comando da nossa vida, ou, a mídia, o consumismo, a autossabotagem, crenças limitantes de escassez, etc.

Se pensarmos no relacionamento, pode ser que quem esteja no comando seja o parceiro (a), definindo, estabelecendo, comandando nossa vida e nós, expectadores, submissos.

Se pensarmos nos nossos sentimentos, talvez seja o medo que esteja comandado nossa vida, ou talvez a raiva, a mágoa, a vaidade, o egoísmo, que definem nossas escolhas e atitudes.

Quem está no comando da sua vida? O sucesso, a vitória, o medo, a culpa, a mágoa...? Qual tipo de crença está conduzindo sua vida (financeira, amorosa, social, familiar, espiritualidade, saúde, trabalho) nesse momento?

Observe os sinais abaixo e faça uma autoavaliação. 

 

 

Toda mudança começa com a conscientização. Vamos lá! Sem críticas, julgamentos ou culpa. Gentileza e compaixão geram transformação. Culpa gera condenação:

1. Fracasso: “Eu sou um fracasso”, “Tudo o que eu faço dá errado”, “Para mim, nada dá certo”, “Não vai dar certo”, “Vou sofrer novamente”, “Melhor ficar como estou do que tentar e não conseguir”.

2. Azar (Síndrome do Hardy): “Não vou conseguir esse emprego, não adianta nem tentar”,  “Oh vida, oh céus, oh azar… isso não vai dar certo!”.

3. Catastrofização (Síndrome do Pessimismo): “Tudo vai dar errado”, “Algo ruim vai acontecer”, “Não espero bons acontecimentos”, “Espero pelo pior, sempre”.

4. Culpa: “A culpa é toda minha”, “O culpado sou eu”, “Meu relacionamento terminou por minha culpa”.

5. Vitimismo: “A culpa de tudo é sua”, “Estou me sentindo assim por sua culpa”, “Me fizeram sofrer”, “Sinto pena de mim”.

6. Incapacidade: “Eu não consigo”, “Ninguém vai gostar de mim”, “Eu não faço nada direito”.

7. Não Mereço: “Eu não mereço”, “Isso é muito para mim, não mereço tanto”, “Está tudo indo tão bem que tenho até medo, será que mereço tudo isso?”.

Sim, existem variações e muitas outras crenças. O importante é você descobrir quais são as suas. Por exemplo: imagine-se conquistando o que deseja (carro novo, casa, um amor, prosperidade, etc.). Observe como se sente, quais os pensamentos, sentimentos ou sensações  que surgem enquanto visualiza sua felicidade em conquistar os seus sonhos e planos.

 

Como resgatar o seu poder?

 

“Suas crenças tornam-se seus pensamentos, seus pensamentos tornam-se suas palavras, suas palavras tornam-se suas ações, suas ações tornam-se seus hábitos, seus hábitos tornam-se seus valores e seus valores tornam-se seu destino” 
Mahatma Gandhi.

Após identificar a crença que está no comando, você pode começar a observar como e quando ela surge em sua mente e desmobilizá-la com um diálogo interno saudável, consciente, educador. Sim, precisamos educar as nossas crenças para direcioná-las para um novo estado de Ser. "Escolho me libertar do medo e iniciar uma nova fase com confiança".

Lembrando que, as crenças são produzidas por nós mesmos. Elas nasceram com o propósito de ajudá-lo e o ajudaram por um tempo, agora, você pode escolher pensar de outra forma, encarar, sair de trás dessas crenças e definir novas crenças, novas atitudes e comportamentos.

É preciso coragem, paciência, perseverança e amor para realizar a transformação. Nossas crenças afetam o nosso humor, nossas relações, nosso desempenho no trabalho, autoestima, saúde, e até mesmo a nossa perspectiva religiosa ou espiritual. Mas o que você precisa considerar é que existem crenças conscientes  e inconscientes. As crenças inconscientes são aquelas escondidas, mas que influenciam nossas vidas, nossa forma de pensar e agir.

Sinais de autossabotagem

A preguiça, a falta de vontade, a desistência e a procrastinação não são o problema, são sintomas, cuja causa pode ser rejeição, pode ser medo de crescer ou fracassar, medo de ser rejeitado ou excluído, medo de não ser bom o suficiente, etc.

É possível mudar as nossas crenças?

 

Há métodos eficazes que permitem que as crenças do nosso inconsciente se alinhem com os nossos objetivos e desejos conscientes.

A Terapia Cognitivo-Comportamental têm alcançado excelentes resultados na identificação e  ressignificação de crenças limitantes, dissolvendo a autossabotagem e ajudando a criar novas crenças, mais positivas e identificadas com os objetivos que deseja conquistar.

“Meu novo mundo é um reflexo do meu novo pensamento. É uma alegria e um prazer plantar novas sementes, pois sei que essas sementes se tornarão minhas novas experiências. Tudo está bem em meu novo mundo”
Louise L. Hay. 

No Workshop Amor em Fases iremos identificar e utilizar métodos de ressignificação de crenças no relacionamento amoroso.

Ivete Costa

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Consultora em Gestão de Pessoas com especilização em Life Coaching – Sistema ISOR, Psicossíntese, Terapia Cognitivo-Comportamental e Constelação Familiar.