por Silvana Giudice

Um jeito gueixa de ser

O termo gueixa no Japão refere-se às mulheres japonesas que estudam a tradição milenar da arte, dança e canto, e se caracterizam pelos trajes e maquiagem tradicionais. Contrariamente a opinião popular, as gueixas não são uma equivalência oriental da prostituta, esse é um equivoco originado no Ocidente, principalmente pela vestimenta das prostitutas tradicionais terem traços similares ao da cultura gueixa. Entretanto, esta palavra "gueixa", mesmo que de forma equivocada, ficou impregnada, e quando vemos esta imagem, logo associamos às mulheres que se submetem aos "prazeres do sexo".

Algum problema nisso? Nenhum!

Sexualmente, qualquer mulher do Ocidente ou do Oriente pode curvar-se aos desejos do parceiro, porque intimamente também sentem prazer em se dar, se doar, trocar. Um curvar-se espontâneo, permitido, sentido, consentido.
Uma viagem íntima que não submete, não intimida curtida a dois, diz respeito somente a estes 2 e as 4 paredes no espaço que ocupam.

Não fere a mim nem a você. Não é um problema meu, nem seu.
Cada um alimenta a sua libido do jeito gueixa que lhe apetece!

Entretanto, existe outro "lado gueixa" de submissão da personalidade de algumas mulheres, onde suas almas se anulam, perdem o brilho, se apagam. Belas, modernas, inteligentes que encantam ao primeiro contato, mas que se apagam com a convivência.

Quando encontram "O CARA" supostamente que só existe em suas mentes e na de Roberto Carlos, se entregam de corpo e alma, mas apagam o seu bem mais precioso- sua individualidade.

A firmeza de atitudes passam a inexistir diante da paixão que cega, que tudo obedece, se submete, e se repete tantas e tantas vezes que perdem a graça, enjoam, de somente responderem aos anseios e desejos do parceiro.


Seu querer não existe. 

Uma mulher pode muito bem abrir concessões, se importar com os sentimentos do outro e suas necessidades, mas não perder o seu valor e amor próprio. Quando não permitem que haja trocas, nas diferenças de estilos, gostos, idéias, ou até das discrepâncias que tornam o viver e o conviver estimulante, não se dão também a chance de aprender com as lições da vida, os desafios, os imprevistos.

Krishnamurti dizia:  "O relacionamento é seguramente o espelho que você se descobre".

Enfim, se existem mulheres assim, não raro existem homens também que calam suas almas para não serem abandonados por seu par, e no final é por esta mesma razão que os acabam perdendo.

Silvana Giudice

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Paulistana, formada em pedagogia e Terapias Holísticas. Trabalho com Tarô há mais de quinze anos. Acredito que é uma das ferramentas mais poderosas para a autoconsciência. Com o tarô você tem a chance de desenvolver suas próprias escolhas e jornada de vida. Eu leio e interpreto as cartas, mas é você quem escolhe seu destino ou vocação. O Tarô inspira, orienta, aconselha, abre novos horizontes e perspectivas diferentes para vários fatores da sua vida. Sejam questões profissionais, amorosas ou na realização pessoal.

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