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por Silvana Giudice

Homens não morram, falem!

Os homens falam menos que as mulheres, ou os homens não são treinados para falar?

“Os homens estão morrendo por não conseguirem falar. As taxas de suicídio entre homens são as maiores no Reino Unido desde 2001. O escritório de Estatísticas Nacionais mostra que, nos últimos 30 anos, o equilíbrio dos gêneros em relação ao suicídio mudou de 63% de suicídios masculinos em 1981 para 78% em 2013. Os homens estão se matando numa taxa que supera bastante a das mulheres, e essa é uma questão que não está sendo tratada.”

A sociedade patriarcal ao longo do tempo mantém a imagem de que homens são fortes e apoiadores... A mídia reforça que são protetores e inabaláveis. Então, aparece um mais sensível e chora, colocando fraquezas e emoções para fora. Na contramão, encontram-se outros do mesmo sexo que estimulam a homofobia e o desprezo pelas mulheres. 

Por essa "cobrança subentendida" de que o homem tem que ser homem e não "mulherzinha", os homens sentem muita dificuldade de não se encontrar na própria sexualidade. Sim, sou gay e saio do armário. Me assumo! Ou até gosto de mulheres, sou hétero, mas falo das minhas necessidades e carências. Coloco meus traumas, medos e fobias para fora. Grito, choro… Socorro! Preciso falar, preciso ser escutado! Tem alguém aí para me ouvir?

O silêncio é autodestrutivo. Homens que relutam em buscar ajuda são mais propensos a beber muito e isso é outro agravante.

“A Associação norte-americana de Psicologia estima que 80% dos homens nos EUA sofram de ALEXITIMIA, uma condição caracterizada pela dificuldade em identificar e expressar os próprios sentimentos.”

O que podemos esperar daquele que se reprime? Depressão! E, se não tratada, a depressão é prolongada e leva ao desespero, ao fundo do poço e até ao suicídio.

Não reforcemos a tese de que homens são de Marte e mulheres são de Vênus. Sim, temos nossas diferenças e é bom termos isso em mente até para flexibilizar nossos relacionamentos. Mas, antes disso, somos seres complexos, sofremos, choramos e nos emocionamos igualmente… Apenas fomos criados e condicionados de forma diferente. Não precisamos dar satisfações ao mundo. Ninguém merece mais satisfação de como eu funciono e quero ser do que eu mesmo! Danem-se comentários de fora. E se a discriminação e o preconceito começam em casa... Sinto muito, papai e mamãe, por não me aceitarem como sou.

Quando olho a vida sem graça que vocês escolheram ter, seguindo a manada, vejo que não me serviram de exemplo em como ser feliz.

Homens, amem-se. Busquem ajuda, falem, gritem, mas reconheçam: homens e mulheres em alguns momentos precisam de ajuda para lidar melhor com as próprias emoções. Não se abandonem!

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Silvana Giudice

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Paulistana, formada em pedagogia e Terapias Holísticas. Trabalho com Tarô há mais de quinze anos. Acredito que é uma das ferramentas mais poderosas para a autoconsciência. Com o tarô você tem a chance de desenvolver suas próprias escolhas e jornada de vida. Eu leio e interpreto as cartas, mas é você quem escolhe seu destino ou vocação. O Tarô inspira, orienta, aconselha, abre novos horizontes e perspectivas diferentes para vários fatores da sua vida. Sejam questões profissionais, amorosas ou na realização pessoal.

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