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por Andrea Pavlovitsch

A codependência no Big Brother Brasil

Confesso que eu amo “Big Brother”. Pessoas confinadas numa casa, lotada de câmeras, em que eu posso analisar vários comportamentos e entrar em várias mentes – parece o paraíso para mim. Sei que algumas pessoas são bastante preconceituosas sobre o tema. Sugiro que você leia este artigo até o final, pelo menos para entender como eu assisto ao “Big Brother”.

Esses dias, aconteceu o que eles chamam de paredão falso. Um participante sai da casa – de mentira –, tem acesso a várias informações e retorna ao jogo. Isso dá a ele informações preciosas, que podem mudar tudo. Nesse paredão falso, a atriz Carla Diaz foi escolhida pelo público e passou dois dias num quarto secreto, com acesso a quase tudo.

Carla Diaz e Arthur Picoli.

A questão é que essa moça estava envolvida amorosamente com um outro participante. O relacionamento começou porque ele se interessou por ela. Ela inclusive ficou relutante durante um tempo, mas depois acabou cedendo, até mesmo pela pressão da casa. A questão é que, com o tempo, ela realmente se envolveu com ele. O que não parece ter acontecido com o moço.

Inconscientemente ela percebeu, e isso deve ter acionado todos os alarmes de medo da perda, um dos principais gatilhos da codependência. Ela passou de uma participante forte, uma mulher poderosa, para uma menina assustada e, até mesmo, desesperada.

O que mais me chamou atenção foi justamente vê-la assistindo aos vídeos do tal namorado. Ela ouvia as frases saindo da boca dele, deixando claro para o público que ele não estava assim tão interessado e que até mesmo preferiu outras pessoas a ela lá dentro. Mas, mesmo ouvindo isso da boca dele, eu a vi sair pulando de alegria e falando alto: “Ainda bem que ele é tão fofinho!”, ou alguma coisa assim.

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Ela voltou para casa, e a primeira coisa que fez foi se ajoelhar aos pés dele e pedir que ele fosse parceiro dela na vida e no jogo. Os outros participantes que já entenderam o que estava acontecendo não se conformavam. E mesmo com o aviso da maioria deles, ela tomou isso como inveja, ou o jogo sem conseguir enxergar a realidade.

Se você já passou por um relacionamento desse tipo, sabe do que eu estou falando. Uma das características da codependência é cegar completamente nossos olhos e ensurdecer nossos ouvidos. Mesmo escutando da boca do outros absurdos como insultos, humilhações, xingamentos e tentativas claras de manipulação, ainda assim não conseguimos acreditar. E falo por experiência própria.

E não é uma questão de ele ser isso ou aquilo. Na realidade, não acredito que ele seja, de fato um, narcisista – no máximo, tem um funcionamento narcísico. Mas quando o codependente gruda, é como se levantasse todas as defesas do outro. O codependente tende a se tornar chato, carente e alguém que o outro precisa repugnar.

Atriz Carla Diaz deitada na grama.

Se você acredita que tem alguma dessas características e já fez isso em algum relacionamento, procure ajuda profissional. É uma característica que precisa ser tratada, para que possamos ser felizes no amor. Acredito que esse relacionamento é um grande presente para a Carla Diaz, que terá oportunidade de cuidar melhor dela depois que sair de lá e perceber as coisas que aconteceram. Nem todos têm essa chance!

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Andrea Pavlovitsch

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Psicoterapeuta, taróloga e numeróloga, comecei minhas explorações sobre espiritualidade e autoconhecimento aos 11 anos. Estudei psicologia, publicidade, artes, coaching e várias outras áreas que passam pelo desenvolvimento humano, usando várias técnicas para ajudar as mulheres a se amarem e terem uma vida de deusa. Mãe da Nina de quatro patas, gosto de viajar, ler e sempre continuar estudando.

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