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por Andrea Pavlovitsch

O Big Brother tem alguma coisa a ver com a vida real?

Sim, eu sei. Possivelmente você está me julgando neste momento por descobrir que eu assisto, sim, ao Big Brother. Esse é um vício antigo, que até já abandonei por alguns anos. Mas a pandemia acabou trazendo esse “entretenimento” de volta à minha vida. Coisas da pandemia.

Mas acredite, eu não assisto ao “Big Brother” com o mesmo olhar da maioria. Poxa, eu sou uma psicóloga completamente apaixonada pelo comportamento humano! Para mim, “Big Brother” é um grande experimento antropológico. Pessoas presas, privadas de convivência com as pessoas que amam, cercadas de pessoas hostis que, na realidade, estão tentando ganhar um enorme prêmio. Se isso não é um prato cheio para um psicólogo, não sei o que é. Ou seja, o “Big Brother” é um recorte da vida real. E essa edição está sendo especialmente interessante.

Homem segurando controle da televisão com mulher ao seu lado comendo pipoca

Fico observando os fenômenos interessantes que acontecem lá dentro: como é fácil julgar o outro sem saber o que está acontecendo; como a fofoca pode se transformar em algo extremamente perigoso; como eles se apegam àquele jogo como se fossem morrer na saída; como é fácil observar os comportamentos das pessoas emocionalmente desequilibradas.

De fato, aqui fora essas coisas são mais difíceis de serem observadas. Mas passamos por elas a todo momento. Quantas vezes você já não cometeu uma injustiça por não saber de uma história inteira? Quantas vezes você julgou um livro pela capa? Quantas vezes você se viu do lado “certo” e depois descobriu que estava do lado “errado”? Pois é, todas aquelas pessoas passam por isso o tempo todo. A diferença aqui é que tem alguém observando de cima: o público.

Quantas vezes eu mesma me peguei falando: “Não é possível que essa pessoa não está enxergando a verdade!”. Ao mesmo tempo que eu penso que na minha própria vida tem coisas que eu fiz no passado, também me pergunto: “Como eu não pude ver a verdade?”.

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O “Big Brother”, na realidade, ensina uma certa humildade. Ele nos ensina que somos, sim, julgadores, fofoqueiros, parciais, e na maior parte do tempo não enxergamos um palmo à frente do nariz. Mesmo assim, sentimo-nos superiores, julgando até mesmo as pessoas que assistem ao reality. Entre os elementos de massa, que seja. As coisas são feitas para serem vendidas às massas, e precisamos conseguir separar o joio do trigo e entender que tudo tem um lado bem positivo apesar dos óbvios os lados negativos.

E se você gosta de “Big Brother”, simplesmente goste. Se você não gosta, não assista. Mas acredite, isso não faz de você nenhum ser superior.

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Andrea Pavlovitsch

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Psicoterapeuta, taróloga e numeróloga, comecei minhas explorações sobre espiritualidade e autoconhecimento aos 11 anos. Estudei psicologia, publicidade, artes, coaching e várias outras áreas que passam pelo desenvolvimento humano, usando várias técnicas para ajudar as mulheres a se amarem e terem uma vida de deusa. Mãe da Nina de quatro patas, gosto de viajar, ler e sempre continuar estudando.

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