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por Andrea Pavlovitsch

Fazendo as pazes com a nossa mãe

Estou revendo um seriado chamado “Gilmore Girls”. É a história de três gerações de mulheres. A avó é a Emily, a mãe é a Lorelai, e a filha é a Rory. Incrível a semelhança com a carta da Lua no Tarô Mitológico.

O seriado conta principalmente os conflitos entre gerações. A avó é austera, rica, cheia de tradições e princípios. A mãe é a doida, que quebrou esses padrões. E a filha é um equilíbrio entre as duas – tradições que ficam e algumas que se perdem.

Eu assisti a esse seriado há alguns anos, mas agora, depois de resolver vários conflitos com a minha própria mãe, eu consigo ver as coisas diferente. Antes, eu era fã da mãe – agora já vejo que ela é intolerante e, muitas vezes, egoísta, até mesmo relação à mãe dela – a avó. Hoje percebo que a Rory é, na verdade, o resultado do que deveria ser o equilíbrio entre elas. O novo, aquela que vem para a cura e a resolução – no seriado, Lorelai e Emily só voltam a ter um relacionamento por causa da menina.

Atrizes de Gilmore Firls

Na verdade, quando precisamos quebrar padrões, acabamos nos tornando arrogantes e levantando um muro com relação às outras pessoas. Fiz constelação familiar e entendi várias coisas relativas à família. Chorei um pouco, quase me tornei uma vítima, mas depois percebi que, mesmo o que eu sou, e mesmo depois de tantos conflitos, eu precisava perdoar a minha mãe. E perdoar a maneira com que acabei por tratá-la por tantos anos.

Não é fácil. Eu não sou mãe – escolhi não ser – mas consigo entendê-la. A maturidade nos faz perceber que as pessoas são só isto: pessoas. Pessoas que amam, erram. Erram por amor, inclusive. É claro que, ainda assim, precisamos seguir o nosso caminho. Mas, de fato, eu só sou uma mulher forte porque fui criada por uma mulher forte.

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Precisamos honrar as mulheres que vieram antes de nós. As lutas delas, o que elas representaram. Hoje eu vejo que admiro a mulher que a minha mãe é, mas, por causa dos conflitos, eu costumava ser do contra. Hoje eu vejo que muito do que ela tentou me ensinar – e que eu neguei – é o que realmente ainda funciona. Precisei me rebelar – e sofrer – para entender isso.

A Lorelai também. Cometemos erros. Mas que bom que podemos reparar isso! E essa reparação não é necessariamente com a nossa mãe externa, mas essa representação interna. Hoje eu entendo o feminino diferente. Estou me deixando ser feminista e entendendo por quê. Mas sobre esse assunto, eu falo em outro artigo. Feliz Dia das Mães, mãe! Eu te amo!!

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Andrea Pavlovitsch

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Psicoterapeuta, taróloga e numeróloga, comecei minhas explorações sobre espiritualidade e autoconhecimento aos 11 anos. Estudei psicologia, publicidade, artes, coaching e várias outras áreas que passam pelo desenvolvimento humano, usando várias técnicas para ajudar as mulheres a se amarem e terem uma vida de deusa. Mãe da Nina de quatro patas, gosto de viajar, ler e sempre continuar estudando.

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