por Cássia Marina Moreira

Janeiro: férias e balões

Ainda era noite quando chegamos à loja, operadora e escola de Balonismo na Capadócia, muito dificilmente alguém não iria ver esta parede com a frase de Leonardo da Vinci sobre o que para ele significou voar:

“Uma vez que você experimentou voar sempre andará pela Terra com os olhos voltados para o céu, pois você esteve lá e para lá você desejará retornar”.

  
É sempre bem cedo, pois nunca se sabe ao certo se haverá ou não o tal voo de balão. Tudo depende do céu, do vento, dos humores e rumores das montanhas da Capadócia, não é assim, sem mais nem menos, pula no cesto e liga o jato quente e sobe.
  

Tem muita coisa a ser feita antes que os turistas cheguem ao campo dos balões, mas quando lá chegamos - finalmente - os baloeiros rapidamente já se colocaram a trabalhar. Esticando os balões, tirando as cestas da caminhonete, estufando o gigante ainda deitadinho, até que ele se levante lentamente. Então só depois de tudo isso o ar quente começa ser “soprado” para dentro da boca do gigante colorido! E ele responde - se expande lindo, majestoso, imponente!

São colossais e nós mínimos ao lado deles, boquiabertos... reticentes...Todavia deslumbrados, mesmo que alguns com calafrios, arrepios e outros com friozinho na barriga, na espinha. Mesmo assim ninguém arredou o pé, na hora que chamaram para subir no cesto – todos nós - um a um, tomou seu lugar.

Um buchicho danado com tal situação, os múltiplos “clicks” das máquinas ajudavam nisto, o vencedor é o barulho da bomba de gás soprando ar quente e impulsionando o balão grandão, começa a mover-se... “alçar seu voo” para nosso deleite.
  
Aos poucos a paisagem se descortina e um quase silêncio acaba acontecendo – nada parecido com o já visto antes! Não no Brasil, não por mim. “Terra quase branca, cor de areia pura, desenhada não; melhor dizendo esculpida pelo vento, dia a dia, soprando devagar, longa e demoradamente, mas para sempre”. Com isso até criar esta arquitetura “natural” e talvez única no mundo, na cor e no estilo.

De um momento para o outro o cenário mudou outros balões inundam o ar, e o céu que agora ainda briga no lusco fusco da noite, vai ganhando graça e vida. Colossais, gigantescos e coloridos balões lenta e quase que silenciosamente vão se espalhando por toda parte.
  
Subimos e voamos para a direita ou esquerda da cidade da Capadócia e por seu vale, voamos por entre as torres formadas pelo soprar dos ventos ao longo de anos e anos, durante todo este tempo cruzamos com os outros balões. Um pouco acima e um pouco ao longe, mais abaixo, bem ao lado. 

Uma visão maravilhosa tanto no conjunto como nas partes, uma benção poder participar desta beleza que nos deixa em estado de graça, com certa dor no coração, voltamos à realidade, ao ouvir as barbáries, que acontecem no mundo e nos enche de medo e tensão. Afinal o que pode ser uma saída para muitos países que necessitam do dinheiro bom que o turismo sempre traz, pode deixar de ser atrativo se ao invés de proporcionar tranquilidade e bem-estar acabe trazendo medo e tensão às pessoas, que como nosso grupo, adorou ir até a Turquia para conhecer de perto tanto a maravilha de lugar, como as pessoas de lá.
 
Este texto era para ser sobre a importância das férias, mas mais importante que isso, será um clamor ao Universo – e que Oxalá – ele nos ouça, e atenta por fim!

Que não deixe que a loucura de alguns poucos - muitos – acabe com a beleza natural do mundo que está exposta para todos e que continue exposta e bela; que não as destruam e não afastem os turistas em potencial. 

Em todo mundo existem coisas que são a marca deste país em especial. O passeio de balão é tão lindo quanto o voo de balão no Nepal, ou de teco-teco nos Lençóis Maranhenses ou de helicóptero nas Cataratas do Iguaçu, Niágara, Saara, o nosso bondinho ao Pão de Açúcar, sabe-se lá quantos pontos mais no mundo, pense um pouco, caso não fossem lindos de ver certamente não investiriam dinheiro nestes atrativos turísticos ao redor do mundo.
  
Quem assistiu como eu quando criança “Cinco semanas em um Balão – de Júlio Verne”, cópia 1962; passou a vida pensando como seria subir e voar em um. Pois é, sonhos se realizam um dia ou outro, acredite todos podemos!  Quando sonhamos estamos na verdade dando um “alô” ao Universo sobre aquilo que estamos querendo que aconteça, daí para frente o que precisamos fazer é arregaçar as mangas e colocar as mãos na massa.
 
Faça um plano de ação, um dia ou outro as coisas acontecem. Programe-se! Faça acontecer!

Cássia Marina Moreira

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Psicóloga com especialização em Terapias Florais. Autora dos livros “Águas que transformam - conheça as essências vibracionais da natureza” e “Essências Vibracionais D'Água”.

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