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por Silvia Ligabue

Mulheres na pós-modernidade, ganhos e perdas!

Desde a Bíblia, alguns homens citam suas várias impressões sobre as mulheres, como: 

"Ninguém pode confiar nas mulheres." (Homero, Odisséia). 

“As crianças, os idiotas, os lunáticos e as mulheres não podem e não têm capacidade para efetuar negócios.” (Henrique VII - Rei da Inglaterra, século XVI). "Maligno é por natureza o sexo feminino." (Eurípides, As fenícias).

"A mulher é má, cada vez que tiver ocasião toda mulher pecará." (Buda). 

"A mulher é por natureza inferior ao homem, deve pois, obedecer. O escravo não tem vontade; a criança tem, mas incompleta, a mulher tem; mas impotente." (Aristóteles).

Comparando estas épocas com os dias de hoje, não há dúvida que as mulheres alcançaram muitas conquistas, ocupando espaços na política, na presidência de grandes empresas, nos tribunais, na mídia e muitos outros. Servindo de exemplos de força e dedicação para muitos homens, as mulheres contemporâneas não saíram destas mudanças triunfantes.

A mulher dominou sua sexualidade com a chegada da pílula anticoncepcional e associa a este fato a sua independência econômica. Nos anos 80, a mulher começa a se formar, prestar mais serviços e, assim, passa a ter mais liberdade, algo que não acontecia antes desta década. O maior desafio da mulher na atualidade é o de harmonizar as áreas profissional, familiar e pessoal.

E assim, buscar a tão desejada qualidade de vida, que é o anseio de todas as pessoas que vivem neste mundo, onde a sensação de falta de tempo e de realização nos vários papéis desempenhados é generalizada.

Hoje, a mulher ocupa seu lugar no mercado de trabalho e passou a somar além dos papéis de dona de casa e mãe, a colaboração no sustento de sua família, assumindo, assim, a necessidade de desempenhar papéis que requerem muita dedicação. Segundo o IBGE, são cerca de 10 milhões de mulheres vivendo na área urbana, responsáveis pelo sustento de suas casas. 

O levantamento também informa que os homens ainda ocupam as posições mais altas nas empresas, embora nos últimos dez anos o número de mulheres que ocupam cargos de relevância tenha crescido bastante. 

O IBGE ainda informa que as mulheres recebem menos que os homens e que não ocupam todas as funções, pois faltam políticas públicas voltadas para elas. Hoje, mais de 2 milhões de mulheres são empreendedoras, para que possam buscar sua autossuficiência.

Como todos os desafios e aprendizados são mutáveis, a mulher continua sua luta para cada vez mais ocupar cargos e ser remunerada como os homens, além de conciliar os vários papéis que exerce, da melhor forma possível.

E como conciliar estes papéis?

Antes de mais nada, vejo que há a necessidade de se deixar acordado com a empresa desde o início de seu contrato de trabalho, a resposta em momentos pontuais de solicitações de filhos, no que diz respeito a uma emergência ou uma gravidade, por exemplo. 

É preciso que esta mulher busque a colaboração da família e de auxiliares, para que possa exercer suas várias e importantes funções. É necessário também investir ainda em cuidados pessoais, lazer e relacionamentos sociais e amorosos, pois estas funções que exercem devem estar equilibradas para sua realização. É necessário também que concilie a busca de sua meta profissional com a criação dos filhos, participando de sua educação.

O planejamento de suas atividades diárias poderá ser uma boa saída para o equilíbrio e a sensação de dever cumprido nas diversas áreas aqui citadas, para se ter de fato uma vida com qualidade.

Talvez seja interessante focar no aqui e agora, onde o que se vive no momento é o mais importante, deixado assim o trabalho no trabalho e os filhos em casa, quando se está trabalhando.

Uma questão importante para refletir é a ideia de que quando você trabalha, tem condições de proporcionar para seus filhos boas escolas, lazer e outros benefícios e, assim, estará cumprindo as obrigações que a maternidade lhe solicita. É fato que cada vez mais as mulheres conseguem gerenciar sua vida e fazer muitas coisas ao mesmo tempo.

Logo, planeje-se, organize-se, viva uma situação de cada vez no seu dia e se orgulhe por ser uma mãe provedora e atenciosa. Deixe de lado a culpa de sua ausência qualitativa. Até porque, seus filhos veem hoje muito mais mães trabalhando do que dentro de suas casas. 

É muito importante ensiná-los que mulheres e homens são capazes de tudo e não só os homens, para que consigamos quebrar este padrão machista que ainda faz parte da nossa sociedade.

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Silvia Ligabue

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Psicóloga Transpessoal e facilitadora do "Encontro de Mulheres Online".

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