por Anisia de Castro

O Tambor Xamânico e a Minha Mestra

Naqueles dias vivia em vontade absoluta de me reencontrar. Existem momentos que queremos encontrar os amigos em um bar, em um restaurante ou em um passeio no parque, e existem momentos em que queremos mesmo é nos juntar por dentro; ir em busca de novos conhecimentos e novos tipos de encontro, algo que te surpreenda, se bem que eu mesma nem acreditava tanto assim em surpresas, mas estava à procura.

Minha colega de consultório indicou um lugar onde haveria uma Vivência Xamânica, eu estava curiosa e sinceramente também com muita fome do novo e desconhecido, o mágico em minha vida.

Chegando ao grupo onde várias pessoas estavam reunidas, vejo chegar uma senhora absolutamente linda, vestia-se de forma peculiar, arranjos de penas incríveis em seus cabelos louros presos em um coque, vestido longo e branco, colar de cristal de quartzo, especialmente esculpido, e demonstrando uma tranquilidade pacífica que trazia a autoridade de Mestra Xamã e fundadora da casa.

Sim, senti-me esplêndida, enfim, alguém que neste mundo de cópias era a originalidade em pessoa. Como parecia ser fácil a ela ser naturalmente do jeito que ela sentia-se por dentro e por fora. Com certeza ela poderia ser a minha Mestra.

Tudo começa ao toque do tambor, os Xamãs creem que o som do tambor está em ressonância com o coração do centro da Terra, e este, com o pulsar da nossa vida, ou seja, com o pulsar das batidas do nosso coração.

Os tambores começam e entramos em estado alterado de consciência, em harmonia com o som da Terra, assim como quando vamos à praia, ao ouvirmos as ondas do mar, o ritmo nos coloca em sintonia com a melodia da natureza e o nosso corpo e mente equilibram-se, as frequências cerebrais e mentais relaxam e acompanham o ritmo de tudo que é vivo.

Através destes estados alterados de consciência, abrimos os canais de comunicação com vários mundos, o mundo de nossas emoções, da nossa mente, o mundo de nosso espírito e os mundos paralelos. Entramos em frequências que nos permitem ver, sentir e nos comunicar com vários tipos diferentes de vida.

Os Xamãs vem usando desde tempos remotos o som de flautas, de cantos ou de batidas de tambor como um mapa de estrada para que o homem alcance outros níveis de seu mundo interno. O tambor é também usado como guia, evita que a pessoa se perca no meio do caminho ou perca seu equilíbrio interno ao sair em busca de outras realidades.

Lembrando que ao som do tambor nos harmonizamos com nosso próprio ritmo interno e o nosso eu, facilitando a nossa harmonização também com os outros.

Experimente!!!

Anisia de Castro

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Psicoterapeuta, astróloga e xamã. Formada em psicologia e com formação em diversos cursos, como Xamanismo, Exorcismo, Metafísica da Saúde, Atendimento a tentativas de suicídios, Biodança, Bioenergética, Meditação Osho e Yoga. É especializada em síndromes do século XXI, como pânico, estresse, depressão e problemas de relacionamento.