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por Andrea Pavlovitsch

Ter fé

Resolvi voltar às origens e comecei a frequentar uma igreja católica perto da minha casa. A igreja é carismática, de um catolicismo brasileiro um pouco diferente do que estamos acostumados a ver. Tem muita música, muita fé, sincronismo religioso e eu gostei bastante.

Há tempos, eu procurava um lugar para recarregar as energias. Algum lugar que eu pudesse olhar para a minha espiritualidade, limpar as energias ruins e, principalmente, beber da fonte da fé. A fé é a nossa atitude em acreditar.

Não interessa no que você acredita. Em qualquer religião, em você no seu quarto ou em entidades. O importante é manter uma comunicação direta com isso. Precisamos entender que somos sim responsáveis, mas que uma parte não é do nosso departamento.

Uma parte que eu lembro bem do livro “O Segredo”, de Rhonda Byrne, é a parte em que ela fala que precisamos fazer tudo e depois soltar para o Universo. Existe uma parte do que fazemos que não está nas nossas mãos.

 

Exemplo disso é uma pessoa que resolve abrir uma loja. Ela faz todos os estudos, cursos, pesquisa sobre o negócio, consegue o investimento, constrói fisicamente ou virtualmente o negócio e lança. Faz uma festa, faz um bom marketing, mas e daí? Quem vai trazer o cliente até a loja?

Existe essa fé de que as coisas vão acontecer. De que tudo o que a pessoa fez para erguer o negócio traga pessoas que comprem na sua loja. Essa é a fé. É acreditar que aquilo no que eu me empenho, eu terei um bom resultado. Precisamos de fé para tudo, desde uma dieta até montar um negócio. Para curar uma doença, para conseguir um emprego ou um bom relacionamento.

Só não confunda fé com ilusão. Ilusão é achar que alguém que age mal com você, por exemplo, vai acordar um dia transformado do nada, sem você ter dito uma única palavra. Ou que um dia todos os seus problemas vão acabar porque você vai ganhar na loteria. Isso é possível, mas pouco provável. A fé precisa da sua ação, da sua energia. Deus, ou o que quer que você acredite, age através de nós e não por nos. Então, a fé precisa de uma boa pá e carrinhos de mão para mover montanhas. Mas quando ela é real e os propósitos são firmes, ela pode mover qualquer coisa.

Simplesmente acredite! 

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Andrea Pavlovitsch

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Terapeuta porque adora ajudar as pessoas a se entenderem. Escritora pelo mesmo motivo. Apaixonada por moda, dança, canto e toda forma de arte. Adora pão de queijo com café e não pretende mudar o mundo, mas, quem sabe, uma pequena parte da visão que temos dele.