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por Andrea Pavlovitsch

O milagre da manhã

Quem me conhece sabe que eu sempre me intitulei “uma pessoa que não é matutina”, então quando eu vi na livraria e quando meu amigo me falou sobre o livro “O Milagre da Manhã”, confesso que só a capa me deu arrepios.

"Bobagem", eu pensava. O que tem de errado em acordar mais tarde se eu consigo render da mesma maneira? "Bobagem", eu pensava de novo. Eu sabia, no fundo, que eu tinha tanto projetos atrasados quanto estrelas no céu. Tinha me tornado aquela pessoa que apaga os incêndios, mas havia parado de criar algo depois de virar adulta e ter uma casa, marido e cachorro para cuidar, ou seja, estava bem perdida.

Um dia, deixei meu preconceito de lado. Na realidade, fiz um treinamento que me inspirou bastante. Ao mesmo tempo, e porque Deus é maravilhoso e sempre faz a coisa certa, li a rotina de vida da Gisele Bunchen que, convenhamos, é um bom exemplo de sucesso e disciplina. As duas coisas juntas me deram um clique. Peguei o livro no avião, e comecei a leitura.

Já nas primeiras páginas, pensei que a ideia era muito boa. Ele já dizia, de cara, que pessoas que se achavam noturnas, na realidade, só tinham mesmo essa crença. Eu acreditei, por anos, ser assim e por isso eu era. Será? Será que me enganei tantos anos?

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Como a ideia do livro é acordar uma hora mais cedo para poder realizar tarefas de desenvolvimento pessoal, como leitura e meditação, resolvi arriscar. Já no primeiro dia, levantei a cabeça do travesseiro às seis da manhã – a vida toda acordei as oito – e pensei: “isso não vai dar certo”, enquanto me lembrava de quando acordava no mesmo horário na época do colégio.

Mas um milagre começou a acontecer bem naquele momento. Pensei que, na realidade, o que eu não gostava não era de acordar cedo e sim da própria escola, que tinha um horário horrível, rígido, com um uniforme verde abacate e um política de dar chá de boldo quando você dizia que não estava se sentindo bem. Peraí! Era mesmo uma crença!

Fiz o meu milagre da manhã e me senti ótima. Estou repetindo desde então, porque dá uma energia maravilhosa e muda, de fato, a sua vida. Sim, ainda tenho muito chão pela frente, mas só de ter encontrado uma crença e ter entendido melhor como elas são nocivas quando são crenças ruins, já valeu o que paguei pelo livro.

Na realidade, estou, desde então, colocando um montão de projetos em ação e que eu não colocava por “falta de tempo”. Também derrubei a crença de que não conseguiria meditar logo que acordasse. Bobagem! De novo! Amo meditar nesse horário e passo o dia muito melhor.

Bem, apenas vou continuar e recomendar fortemente a leitura desse livro de milagres. Espero que você derrube crenças e volte a ver a sua vida crescendo como eu estou finalmente vendo: bem cedinho! 

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Andrea Pavlovitsch

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Terapeuta porque adora ajudar as pessoas a se entenderem. Escritora pelo mesmo motivo. Apaixonada por moda, dança, canto e toda forma de arte. Adora pão de queijo com café e não pretende mudar o mundo, mas, quem sabe, uma pequena parte da visão que temos dele.