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por Helyete Santos

A guerra por um encontro em um bar

Não sei bem como acontece, mas sei que as mulheres, esposas, amantes, ou mesmo simples e recentes companheiras, detestam que seus parceiros frequentem um bar, seja ele na rua de casa, próximo ao trabalho, ou aquele famoso que todos querem estar pelo menos uma vez, para depois dizer a outros amigos que já frequentou muito aquele bar.

Parece que, a partir da chegada e, logo após sentar-se numa cadeira qualquer, um grande mal pode lhes acontecer e precisam, então, superproteger agora os seus meninos frágeis e inocentes do grande pecado que pode lhes acometer.

Bem, será que é isso mesmo o que elas sentem, ou temem que possa ser feita a descoberta de um novo amor e o seu ser descartado como um papel qualquer, amassado em retiro à lata de lixo mais próxima?

Quanta insegurança! Se nós, e não me diga que você está fora dessa parada, não gosta de um shopping, ou de se reunir no almoço ou num happy hour, e mesmo na tela digital com suas amigas… você não é desse mundo.

Parto então pela defesa dos que também querem falar e ouvir histórias fenomenais da vida alheia, dos últimos lances do time adversário, das inseguranças dos colegas no emprego, dos medos, das conquistas. E depois, voltar para casa com a certeza de ter relaxado com o som na garganta, tinindo pela cervejinha que tomou, fez bem… amém!

Tomara que amanhã tudo possa ser igual.

Pior para ele seria ficar no canto de um bar, sozinho, com cara de arrependido, tomando água, sem forças para enfrentar, se quer, a novela das 9 na noite de um sábado qualquer. Agora, a mulher estaria satisfeita.

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Helyete Santos

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Sou paulistana. Atualmente, moro na cidade de Santos. Atuei como professora de Redação e tenho vários livros publicados sobre técnicas redacionais, como Pais e Filhos Entre Erros e Acertos Editora Edicon. Escrever traz à tona o modo sensível de se viver.