por Andrea Pavlovitsch

A roda da fortuna da vida: subidas e descidas

O famoso best seller Homens são de Marte, Mulheres são de Vênus , entre outras coisas diz que os homens precisam ir para suas cavernas, de vez em quando. É aquele período da vida de um homem onde as coisas simplesmente parecem estar foram de lugar e ele precisa de isolamento para conseguir reconstituir o seu mundo a partir do si mesmo. As mulheres, por sua vez, fazem isso indo ao shopping com as amigas e falando bastante. Mesmo assim, todos sabem que as mulheres falam mais para si do que exatamente para as amigas, o que não as tira das categorias de pessoas que precisam, sim, de um tempo de isolamento, mesmo que isso aconteça de uma maneira diferente.

A vida é que nos leva e não nós que levamos a vida. O máximo que nós, humanos e limitados, conseguimos é reagir de uma maneira positiva ou não aos acontecimentos da vida. A carta da Roda da Fortuna, no tarô, ilustra uma roda de fiar, dessas medievais, com quatro personagens. Acima uma pessoa feliz, de bem com a vida. Nas duas extremidades medianas duas pessoas (ou outro personagem), com uma fisionomia neutra. E abaixo alguém que demostra estar em profunda depressão. Ninguém no centro da roda, que representa o próprio consulente.

De fato a vida nos leva por caminhos que, muitas vezes, não temos ideia de como fomos parar lá. Aquilo que parecia tão certo e tão seguro em um segundo se transforma em algo tão do nosso passado que não entendemos como aquilo fazia parte de nós. E ainda faz, muitas vezes. Nosso lado racional luta, luta muito. Ás vezes vence pequenas batalhas, mas nunca a guerra. Gasparetto sempre diz que a vida sempre ganha independente de como queremos que as coisas aconteçam. Assim, os nossos desejos do ego, por mais fortes que sejam não são o carro que nos guia e sim, no máximo, uma ilusão que construímos durante um tempo.

A morte, acidentes, ganhar na loteria. Quem é que consegue prever tudo isso? E quem é que consegue prever como vai reagir quando alguma dessas coisas acontecerem. Vivemos num fantástico mundo de faz de conta, que nos protege, sim, de pensar em bobagens e de ter medo o tempo todo. Mas quando esse mundo desmorona, porque a vida foi mais esperta, perdemos o chão de uma maneira, muitas vezes, irreversível.

Então, se é que podemos seguir um conselho de outra pessoa nessa vida, devemos nos manter sempre no centro da nossa roda da fortuna. Não interessando o que acontece do lado de fora: medo, raiva, morte, perdas, ganhos, festas. O nosso centro, o nosso equilíbrio é muito mais forte e mais importante do que os eventos, do que os acontecimentos. E é com ele, com esse equilíbrio, que encontraremos as soluções para os mais variados problemas e a força para viver, intensamente, todas as nossas alegrias, sem esperar o dia em que elas vão acabar. Por que, de fato, as alegrias, assim como as tristezas, sempre acabam. E sempre dão lugar a novas alegrias e novas tristezas. Essa é a roda da vida. A roda daquilo que precisamos viver e passar para evoluir como pessoas, como humanos e como espírito.

Andrea Pavlovitsch

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Terapeuta porque adora ajudar as pessoas a se entenderem. Escritora pelo mesmo motivo. Apaixonada por moda, dança, canto e toda forma de arte. Adora pão de queijo com café e não pretende mudar o mundo, mas, quem sabe, uma pequena parte da visão que temos dele.