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por Equipe Horóscopo Virtual

O que é a crise dos sete anos?

É muito comum você encontrar casais que já passaram (ou, ao menos, já ouviram falar) da crise dos sete anos. Essa crise é famosa, e muito se fala sobre ela: é real? Como evitá-la? E superá-la? Todos os casais passam por isso? São inúmeras perguntas, e, claro, a astrologia ajuda a responder algumas delas.

A crença popular e social que existe diz que todo casal, ao completar sete anos de relacionamento, passa a viver um período cheio de turbulências na relação. Muitas pessoas desconfiam da veracidade justamente porque imaginam que sete anos é um período aleatório, que, em algumas gerações passadas, alguém escolheu este número apenas para iniciar mais uma fofoca a respeito de relações amorosas.

Marilyn Monroe e Tom Ewell na cena clássica de “The Seven Year Itch” de 1955.

De fato, a fama da crise dos sete anos tomou mais força no Brasil em 1955, quando o filme “The Seven Year Itch” foi lançado no país. O longa-metragem conta a história de um casal que, após sete anos de relacionamento, vive uma traição - o marido trai sua esposa com a vizinha. Enquanto pratica a infidelidade, ele lê um livro que trata sobre a tendência a ser infiel depois de sete anos de relacionamento.

De qualquer forma, qual a explicação para o período ser de exatos sete anos? Bem, para a astrologia, o período de sete anos é fundamentado, pois é justamente o período dos ciclos de Saturno.

Quando algo nasce, surge ao mesmo tempo um mapa astral. Portanto, quando uma relação começa, nasce junto o mapa astrológico deste relacionamento. Depois de sete anos (em média), Saturno faz seu primeiro aspecto de quadratura em relação à posição onde se encontrava no mapa no início da relação.

Uma vez que Saturno está diretamente ligado à maturidade, tanto pessoal quanto do casal, cada vez que se completar um aspecto de quadratura de Saturno, o relacionamento passará por um período de provas, em que o casal precisará passar por diversos testes, inclusive alguns que eles próprios propuseram – na maioria das vezes, indiretamente.

As provas podem acontecer trazidas por fatores externos, como alguma crise financeira, perda familiar, por exemplo, ou fatores internos, como quando um dos dois resolve reavaliar a relação, e pensa se está fazendo bem continuarem juntos, se já conquistaram objetivos ou se continuam parados no mesmo lugar, entre tantos outros fatores possíveis de questionamento e reflexão.

Mas, vale lembrar que cada um também tem seu próprio mapa astral, o que influencia diretamente no curso da relação. Determinada característica de um pode influenciar diretamente em como a crise será gerenciada, por exemplo. Sem falar que outros astros e suas localizações no mapa também influenciam, como Vênus, Marte e a Lua. Portanto, fica claro que é preciso avaliar todo o mapa de cada um, além do mapa da relação, antes de concluir qualquer coisa.

Porém, não é preciso perder o controle emocional cada vez que o relacionamento chegar a mais sete anos. Afinal de contas, apesar do nome “crise”, este período não precisa ser vivido apenas considerando o lado negativo dele. Se observado como uma oportunidade de renovação de aspectos ruins e crescimento dos bons, pode ser uma ótima chance de renovar a relação e torná-la ainda melhor quando o período de tormenta passar.

A crise não precisa necessariamente significar que o amor entre o casal se esgotou. Muitas vezes, apenas mostra que o período é de dificuldades, desafios não tão saudáveis, ou, simplesmente, que o casal está escasso de características que antes possuía, como paciência, compaixão, solidariedade e companheirismo, que é comum (mas não saudável) que diminuam com o tempo – e, se de fato diminuíram, é realmente necessário passar por um período que faça o casal enxergar a situação para consertá-la. 

Por isso, é muito importante que o casal mantenha a relação de forma muito comunicativa. A comunicação entre os pares é fundamental para que sentimentos, emoções, aflições, medos e alegrias não precisem ficar no escuro. É preciso dividir tudo – afinal, este é um dos motivos do relacionamento, poder dividir tudo com o outro, certo? Saber discutir, de forma saudável, tudo o que magoa no dia a dia, assim como contar todas as alegrias, mantém o relacionamento muito mais estável.   

É muito importante saber dialogar, até porque a crise dos sete anos não é a única que “assombra” a vida de muitos casais. A crise dos três anos, por exemplo, é muito conhecida pela população e, inclusive, há alguns estudos a respeito, que afirmam que a paixão acaba depois de, em média, dois anos de relacionamento. Então, o terceiro ano mostra se a paixão evoluiu para amor, amizade, ou qualquer outro sentimento, ou se simplesmente acabou.

Seja a crise dos sete, dos três, ou de quantos anos forem, sempre existiram crises em relacionamentos. Faz parte da vida. A crise resulta de algum período de insatisfação, de qualquer origem – pessoal, financeira, profissional, emocional, do casal. E é aí que entra a importância da conversa: quando estamos insatisfeitos com alguma coisa “pequena”, do dia a dia, respiramos fundo e deixamos passar. Mas, ao fazer isso, a chance de começar uma bola de neve é gigante. Quando a paciência acaba e a bola de neve está gigante, começa a crise.

É preciso ter coragem para não fugir da crise, e paciência, maturidade, humildade e discernimento para saber administrar o período de turbulência com calma e sem egoísmo, para que o casal consiga superá-lo e consiga, também, transformar a frustração em algo construtivo, de aprendizado.

Afinal de contas, já que as crises ocorrerão de qualquer maneira (uma vez que todos nós estamos suscetíveis a elas, afinal, somos todos seres humanos), é importante que saibamos ser pacientes e calmos, para entender a mensagem que a crise nos traz, para aprendermos e evoluirmos com ela. Dessa forma, esse pode ser até um período ruim, mas o que irá sucedê-lo, provavelmente, será muito bom.  

É muito importante entender, também, que as pessoas mudam. Sonhos mudam. Vontades, desejos e ideias mudam. E, se o casal não está lado a lado nas mudanças – que não precisam ser exatamente iguais, mas que se conversem – provavelmente é hora de conversar a respeito da relação.


Artigo escrito por Giovanna Frugis da Equipe Horóscopo Virtual.

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