por Andrea Pavlovitsch

Que tal rever suas metas?

Final de ano todo mundo se empolga. Promete emagrecer, largar o cigarro, parar de acreditar nas promessas dos políticos e todas essas coisas. Passamos janeiro jurando comer melhor, nos exercitarmos e irmos mais vezes à praia. Até que começa a vida de verdade, depois do carnaval.

A academia é trocada por um happy hour (afinal é o último dia da Paulinha do RH). Já que é Happy Hour, vamos pedir uma calabresa na cachaça e amanhã eu vejo a dieta. E os exercícios. Depois foi o trabalho que demandou demais, a mãe que está doente, o filho que precisa de mais atenção (segundo o psicólogo do Bem Estar) e mais um montão de coisas. Quando vemos é o meio do ano e ainda nem começamos nenhuma mudança.

Tem horas que precisamos ser adultos. No sentido mais cru da palavra mesmo. Precisamos fazer aquilo que precisamos fazer e só. Ir lá e começar, ou terminar, ou arrumar, ou organizar. Não tem ninguém para fazer para você, é você com você mesmo. Sem mimimi.

E me vi nessa situação agora, a poucos dias. Tinha uma lista imensa de coisas para fazer, mas eu chegava cansada e ficava vendo TV até tarde. De manhã perdia a hora. Até que decidi “caramba, quem manda aqui, eu o meu inconsciente?”. Retomei tudo – incluindo a dieta (dos exercícios eu não tinha desistido) – e estou colocando tudo em ordem. Mandei consertar o forno quebrado da cozinha – eita Giovana -, busquei as roupas na costureira, arrumei o jardim abandonado a meses. Às vezes é só disso que precisamos: começar.

É muito fácil cair na mesmice, no dia a dia. Não podemos passar a vida apagando incêndios. Se existem coisas que são importantes para você, importantes de verdade, pense nelas. Arrume tempo na sua agenda – eu sei que não é fácil, mas muitas vezes é só uma questão de prioridade. Mande a preguiça e a desmotivação embora. Assuma o seu controle!

Então reveja as suas metas e suas promessas de ano novo e bola para frente. Se quer ver uma mudança, comece fazendo uma. Limpe os armários, coloque tudo para lavar. Refaça, replaneje. Talvez algumas coisas tenham mudado, tudo bem, podemos mudar. Mas precisamos nos focar se quisermos ser felizes e ver todas as áreas da nossa vida devidamente equilibradas. 

Andrea Pavlovitsch

+ artigos

Terapeuta porque adora ajudar as pessoas a se entenderem. Escritora pelo mesmo motivo. Apaixonada por moda, dança, canto e toda forma de arte. Adora pão de queijo com café e não pretende mudar o mundo, mas, quem sabe, uma pequena parte da visão que temos dele.