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por Paulo Bregantin

Reflexão sobre o velho-novo-velho e, julgamentos

Engraçado como quando saímos da rotina de "casa-trabalho-casa" e, em vez de andar de carro, andamos a pé, enxergamos outras coisas, outras pessoas, outros lugares... 

Será mesmo que a vida foi feita somente para a busca pela posse e pelo "ter"? Onde foi que perdemos o sabor pelo simples, pelo acessível, pelo discreto e pelo "ser"? 

O tempo está mudando muito rápido, a história está sendo escrita em outra velocidade e isso nos tirou o direito de reflexão, sim, hoje não temos mais tempo para a contemplação e reflexão, queremos tudo imediatamente. 

Sim, eu amo o novo e sei que ele virá e devorará o velho, pois é assim a vida, porém podemos pelo menos tentar fazer uma transição com menos dor e sofrimento. 

A consciência pode ser utilizada para o favorecimento das ações, pois quando pensamos antes de agir e respeitamos as regras mínimas de cordialidade, criamos um ambiente menos hostil e mais saudável. Aceitar as diferenças e os diferentes também pode ser uma forma de aceitar o novo respeitando o velho

Ser mais gentil pode ser uma forma de conviver bem com essa transição novo-velho, afinal, gentileza gera gentileza. Diminuir o ritmo e aquietar são ações/exercícios que podemos fazer para o entendimento desse "novo" tempo. A contemplação e o silêncio também são exercícios fundamentais para esse novo tempo de barulho e tormento. 

Somente aceitaremos o novo se entendermos o velho, pois todo novo fica velho e, nem todo velho é obsoleto. Somos um misto de novo-velho-novo.

Quem julga se acha Deus...

Julgar é uma forma de “punir” quem achamos que não merece viver. 

Julgar é uma produção das “verdades” que são mentiras. 

Julgar é não ter coragem de falar o que deve ser falado. 

Julgar é colocar as pessoas no “inferno”, sem pedir permissão a DEUS. 

Julgar é simplesmente não ter coragem de dizer a verdade face a face. 

Quem julga fala pelas costas. 

Quem julga é falso e mentiroso. 

Quem julga não olha para a pessoa, e sim para o umbigo. 

Quem julga pratica uma blasfêmia contra o Espírito Santo. 

Qualquer ser humano que julga, não é ser humano... 

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Paulo Bregantin

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Mais de 25 anos dedicado ao cuidado de pessoas, sendo Psicanalista Clínico e escritor com várias obras publicadas. Atua nas redes sociais como dono, gerenciando a página Paulo Bregantin e o Grupo Psicanálise Integrativa.

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