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por Paulo Bregantin

O envelhecimento

Nascemos com a certeza de que viveremos pra sempre, pois nós não falamos sobre a morte.

Nascemos e acreditamos que a vida será um “mar de rosas”, mentiram para nós desde a infância.

Nascemos e nos mostraram um mundo “perfeito e lindo”, nos enganaram, pois o mundo não é tão lindo assim e a perfeição somente nos deixa neuróticos.

Nascemos e descreveram as pessoas como boas e sensatas, pura falácia! As pessoas são em essência más e a sensatez é algo muito escasso depois que nos tornamos adultos.

Nascemos e lemos nos livros do ensino “primevo” sobre o que é certo, sobre honestidade, sinceridade, família, igreja e governo. Quando ficamos adultos percebemos que isso tudo era somente uma grande teoria filosófica, pois o certo é que na vida é cada um por si.

Esses são fatos inegáveis, porém, poderão ser negociáveis se entendermos e compreendermos que a vida passa muito rápido e que mudar e adaptar são tarefas constantes.

Podemos nos repartir para entender melhor a vida.

Podemos aprender com o tempo a viver em mutualidade.

Podemos com o tempo aprender a dividir sabedoria, dinheiro, amor e paz.

Podemos com o tempo aprender a digerir as dores e diferenças existentes entre nós.

Bem, nascemos, sim, mas podemos crescer e tentar fazer diferente do que estamos fazendo... pois, no fim, morreremos e o que ficará serão nossas atitudes, ações, reações, recordações, saudades e lembranças...

Pensando - pensando - pensando.

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Paulo Bregantin

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Mais de 25 anos dedicado ao cuidado de pessoas, sendo Psicanalista Clínico e escritor com várias obras publicadas. Atua nas redes sociais como dono, gerenciando a página Paulo Bregantin e o Grupo Psicanálise Integrativa.

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