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por Andrea Pavlovitsch

Alguns padrões de manipulação

Hoje eu gostaria de falar sobre um assunto sobre o qual ninguém fala. Ou, quando fala, coloca um ar tão pesado que a gente simplesmente não consegue identificar de maneira mais fácil. Vamos falar do padrão de manipulação das pessoas. Todas as pessoas. Até mesmo você.

Se queremos descobrir a nossa luz, precisamos primeiro entender a nossa sombra. E saber manipular as coisas ou as pessoas te dá algum poder. É o ideal? Claro que não. Mas ainda não vivemos no mundo da Barbie para conseguirmos não usar esses mecanismos.

Mas antes de você entender qual é o seu, comece a perceber o das pessoas ao redor. Pode ser mais fácil quando vemos as coisas fora de nós. Entenda que, se a pessoa é manipuladora, isso não quer dizer que ela não tenha caráter ou seja uma pessoa má. Só quer dizer que ela está aprendendo a jogar o jogo e pensar em si mesma.

Pessoa tocando o espelho com o dedo

Eu tenho uma conhecida extremamente manipuladora. O tipo de manipulação dela é aquele em que a pessoa força amizade, e principalmente te força a fazer o que ela quer. Você acaba fazendo, para que ela pare de encher o seu saco, e sempre termina a coisa toda bem irritada. É um padrão de manipulação infantil, geralmente de pessoas que foram muito mimadas. O preço que ela paga é nunca manter amizades por muito tempo e sempre tomar decisões muito erradas, já que ela sempre consegue o que quer dessa maneira.

Existem as pessoas que fazem chantagem emocional. Essa é típica das mães que reclamam da falta de telefonema, da falta de notícias, mas, quando você tenta falar alguma coisa pra essa pessoa, só escuta crítica. Aí vem aquela coisa: “Daqui a pouco eu não estou mais aqui, quero ver só”. E todo tipo de chantagem emocional bem clássica. Também é um mecanismo infantil, que infelizmente dá muito certo. É o papel de vítima que, na nossa sociedade, funciona bastante.

Quando eu estava na faculdade, fazia todos os trabalhos do Sandro, um menino alto, loiro e com belíssimos olhos azuis. Eu não tinha interesse nele, mas ele tinha um jeitinho de pedir – olhando nos seus olhos, parecendo um cachorrinho que caiu da mudança. No final das contas, o nome dele estava em todos os trabalhos que eu passava a madrugada fazendo sozinha. Esse é o padrão de manipulação sedutor. Aquela sedução, quase o gatinho do Shrek, que sempre consegue o que quer desse jeito.

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Estou dizendo tudo isso para que você comece a perceber os padrões – e perceber qual você costuma usar. E, claro, conseguir se proteger dessas pessoas. No momento, eu estou encalacrada com o meu primeiro exemplo, que me pediu alguma coisa que eu não gostaria de fazer agora. Mas eu só percebi a manipulação depois e me ferrei.

Mas tudo é bom para a gente aprender. Entender que estamos num mundo repleto de manipuladores: alguns só querem um trabalho de faculdade, mas outros podem querer muito mais do que isso. Fique atenta!

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Andrea Pavlovitsch

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Psicoterapeuta, taróloga e numeróloga, comecei minhas explorações sobre espiritualidade e autoconhecimento aos 11 anos. Estudei psicologia, publicidade, artes, coaching e várias outras áreas que passam pelo desenvolvimento humano, usando várias técnicas para ajudar as mulheres a se amarem e terem uma vida de deusa. Mãe da Nina de quatro patas, gosto de viajar, ler e sempre continuar estudando.

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