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por Deva Layo

A cartomante errou, e agora?

Um paradigma frequentemente aceito nos dias atuais é a crença de que quando se procura um oráculo, ele pode tanto “acertar”, quanto “errar” na sua “previsão”, e muitas pessoas gostam de “testar” o oráculo para saber se ele “é bom mesmo”. Este artigo pretende elucidar algumas questões com relação a esses “erros e acertos”, como também quebrar algumas superstições em relação aos profissionais condutores de percepções, que leem e interpretam os oráculos.

Os fios do destino

Quando falamos em destino, imaginamos algo como uma história que já está escrita sobre nós, cujas linhas podem ou não ser alteradas. Os oráculos seriam as pessoas ou os instrumentos utilizados para se “descobrir” partes desta história pessoal. De fato, existe uma história acontecendo, papéis em desenvolvimento que espelham-se entre si, dentro de seus devidos campos mórficos – e os “instrumentos ou pessoas”, os oráculos ou oraculistas, são capazes de fazer estas leituras de campo que a maioria de nós não foi treinada para interpretar ou acessar.

A ciência tem desvelado inúmeros caminhos e respostas alternativas às nossas crenças mais usuais, desfragmentando muitos blocos de nossa consciência, principalmente em relação àquilo que chamamos de realidade. Hoje, sabemos que realidade não se passa em um só plano, densidade ou dimensão. Assim, todos nós sem exceção, estamos acessando realidades alternativas e paralelas a bilhões de segundos. É muito rápido mesmo.

Trazendo estes conhecimentos científicos para a nossa área de atuação, no caso aqui, a oracular, podemos dizer que em uma margem muito rápida de tempo em uma consulta, estão ocorrendo, simultaneamente, fatos com efeitos diferentes dentro da realidade investigada nas cartas, runas ou búzios, fatos relacionados com diversas realidades que podem ser acessadas de acordo com a frequência vibracional de quem está buscando estas informações. Logo, vemos que as leis que definem o destino, embora sejam simples, também podem ser complexas na união de tantas simplicidades.

Independente do tipo do oráculo, essas realidades da "linha de tempo" acessada pelo profissional, têm um passado em comum, porém, são linearmente diferentes entre si – o que gera um resultado diferente no futuro. Assim, “no futuro do passado”, por exemplo, experimentamos o "efeito déjà vu", que nos causa a sensação de já ter feito ou visto determinada coisa, pessoa ou lugar antes, porém isso nunca ocorreu nesta realidade, porque a informação foi acessada a bilhões de segundos em realidades alternativas à essa em que vivemos. Então, vejamos: são diferenças cronológicas de segundos entre os fatos de cada linha de tempo que um oráculo é capaz de acessar, independente deste oráculo ser um instrumento como um tarot, ou uma pessoa. Essas linhas de tempo da qual falamos, nada mais são do que os fios do destino que conseguimos acessar nas artes mágicas, como a Arte Spaecraft e o Seidr por exemplo, muito utilizadas na magia nórdica, ou mesmo na visão remota comum de um espião governamental.

Desta forma, quando é feita uma previsão, significa que está se acessando uma determinada linha de tempo de uma realidade entre várias – da mesma pessoa. Isso quer dizer que: o que vale em uma linha de tempo, de uma realidade paralela nossa, não é exatamente igual à linha de tempo atual que talvez estejamos vivendo neste momento.

Seguindo por essa linha de raciocínio, uma previsão de catástrofes e desastres poderia ou não acontecer, porque isso não significa que a realidade a qual pertencemos seja exatamente a realidade acessada, certo? Isso dependeria muito da transformação de frequência e ressonância da mentalidade de toda uma população – e de nossa ressonância com ela. Quando a frequência muda há também uma mudança de localização, porque na Física, frequência é uma propriedade do objeto, que neste caso, somos nós. Então, se mudarmos de frequência, a nossa localização será alterada, assim, o desastre não ocorreria necessariamente da forma prevista, se nossa mentalidade vibracional conseguisse mudar para uma frequência onde os desastres não acontecem.

Até o último instante, qualquer coisa pode ser definitivamente alterada

Vamos falar um pouco sobre autorresponsabilidade: existe uma necessidade aqui, de assumir que cada um é o único responsável pela vida que tem levado.

O que acontece conosco é responsabilidade nossa e a função do oráculo é a revelação para o ajuste de parâmetros da nossa consciência e não o reajuste do destino como nos foi ensinado – isso é apenas uma crença. Quem reajusta nosso destino somos nós mesmos, a partir de nossas escolhas e ações.

Quanto mais ajustarmos as nossas frequências com aquilo que sentimos vontade de fato, mais teremos os resultados esperados. É impossível esperar um mundo de paz se você faz guerra com si mesmo e com os outros de três em três minutos, porque sua ressonância não está em harmonia com a frequência da paz. Quanto mais damos credibilidade a uma coisa, maior é a chance dela tornar-se real.

Então, quando você procura um oráculo, um clarividente, um cartomante, um runemal, um tarólogo, um pai de santo, você precisa ter a consciência de que a previsão é uma responsabilidade dele, mas o que acontece com você é responsabilidade sua. 

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Deva Layo

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Deva Layo é Condutora de Percepções, uma canalizadora com vasta atuação no segmento da espiritualidade e do autoconhecimento.
Professora e comunicadora, é estudiosa da psicologia junguiana, com formação holística em terapia tântrica neo-reichiana, renascimento e educação somática. Conduz círculos femininos e encontros voltados para o desenvolvimento humano.
Atua também como runemal [clarividência e consultoria com runas] e terapeuta vibracional [radiestesia, radiônica, reiki, rune healing], sendo autora do blog Psicopompo de Lilith, mentora do Consciência Rúnica, e inspirando palestras pela expansão da consciência planetária.

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