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por Andrea Pavlovitsch

O certo é sempre o mais óbvio

Recebi minha amiga em casa, depois de um dia de trabalho no meu novo blog. Aquele dia eu postei fotos, fiz textos e estava superfeliz com a nova maneira como eu andava olhando para a vida. Ela chegou com uma garrafa de prosecco e um queijo brie, e bebemos e rimos até não querer mais.

Lá pelas tantas ela me perguntou sobre a nova “profissão” e que ela tinha visto as fotos. Que por um momento se sentiu meio “burra” porque “era tão óbvio”. Ela sentiu como se aquela resposta fosse a mais óbvia do mundo, que estava diante dos olhos dela, mas que ela nunca se tocou que era o certo: eu nasci para moda

Achei interessante porque foi exatamente a mesma sensação que eu tive quando me assumi. Foi como “sair do armário”, mesmo que tenha trabalhado tanto tempo como terapeuta e tenha sido muito boa nisso, existia um lado meu que precisava sair durante todos esses anos. Eu senti isso.

Quando eu me assumi, tudo começou a fazer sentido e as coisas começaram a acontecer meio que magicamente. Não tinha tempo ruim, elas simplesmente aconteceram. Logo eu fiz o book, o blog começou a ter acessos e as pessoas começaram a comentar e me pedir opiniões. Minha conta no Instagram começou a subir (@andreapavlo) e os acontecimentos simplesmente fluíram numa velocidade espantosa. Tudo está dando supercerto.

E não é que não existam perrengues, problemas ou coisas assim. Ainda existem. Mas não são mais insolúveis ou complicados como antes. Antes do problema, parece que a solução já aparece magicamente. Outra coisa, eu trabalho muito mais, por enquanto ganho muito menos, mas mesmo assim estou tão feliz que não penso em mudar nada. É incrível.

Incrível como o certo é sempre o mais fácil. O amor certo é aquele que tudo se resolve rapidamente, já funciona de cara. O emprego certo é aquele em que tudo parece fácil demais, até fácil demais para ser verdade. Precisamos parar de usar o “quando a esmola é muita o santo desconfia” nesses casos. Use para remédios para emagrecer 10 quilos em uma semana, mas não para aquilo que você sente que é o seu melhor.

O seu melhor é sempre alvo de desconfiança. É tão fácil! Ainda vão me pagar para fazer isso? Geralmente são as coisas que você mais gostava de fazer na infância, as melhores brincadeiras. Eu amava brincar de Barbie, principalmente com a banheira, a piscina e o shopping da Barbie, que me fazia trocar de sapatos e bolsas a cada cinco minutos. Era perfeito! Geralmente o seu “óbvio” está aí e pode ser desde de ficar em casa e cuidar dos seus filhos até governar um país. O mais importante é que você faça o que está dentro do seu coração!

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Andrea Pavlovitsch

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Terapeuta porque adora ajudar as pessoas a se entenderem. Escritora pelo mesmo motivo. Apaixonada por moda, dança, canto e toda forma de arte. Adora pão de queijo com café e não pretende mudar o mundo, mas, quem sabe, uma pequena parte da visão que temos dele.