por Andrea Pavlovitsch

O sagrado está em você

Outro dia eu estava assistindo a um seriado chamado Supernatural. Sempre achei que era alguma coisa de terror, mas não é nada disso. Ele fala dos símbolos sagrados de todas as religiões, anjos, demônios, seres que são criados pelas energias do Universo e das pessoas. Achei algumas coisas interessantes, como usar o sal grosso para “fechar” uma casa para a entrada de demônios, ou coisas assim. Enfim, simbologias usadas há séculos e que já criaram suas egrégoras.

Uma egrégora é uma energia que fica num plano diferente do nosso. É interessante ver que, cada religião, está sempre certa. Se você é um evangélico e acredita que, após a morte, vai dormir até o juízo final, é isso que vai acontecer. Talvez você veja um dia específico ou crie um na sua egrégora. Se é católico, ou espírita, ou muçulmano, não interessa no que acredita. Se acredita nas 70 virgens, elas estarão lá para você, você cria esse Universo paralelo, essa egrégora.

Não, não estou blasfemando e nem querendo que você mude o seu jeito de pensar. Sim, você vai atrair o que acredita. E pode mudar o que acredita a qualquer tempo. Então, o que acontece, é que o sagrado está, na verdade dentro de nós.

O que cria a nossa vida, boa ou ruim, próspera ou não, é a nossa energia. É aquilo que acreditamos. Isso é criado pelo nosso espírito, que é eterno e que já passou por poucas e boas. Uma centelha divina que tem o poder e a capacidade de escolher. O tal livre arbítrio, que a maioria das religiões concorda.

Se você acredita no poder da Virgem Maria, por exemplo, ela vai sim ajudá-lo. Ela existe! Ela é um ser de luz no plano astral e ela realmente escuta o que você pede. Mas se você não acreditar nela, pode pedir o quanto quiser, nada acontece. Você já deve ter tido uma experiência assim, de usar um santo com o qual você não se identifica e não ver nada acontecer. Já vi pessoas que acreditavam em gnomos conseguir o que queriam e creditar isso a eles. Ou em Jesus, que é um ser que tem a maior egrégora da Terra.

Enfim, a pergunta é: para que a intolerância religiosa, se todos estamos certos? Se tudo aquilo no que acreditamos é o nosso sagrado e o meu ser diferente do seu e, ainda assim, ser absolutamente sagrado? Use aquilo que fizer bem para você. Chame, invoque, ore, reze, peça, jejue, na medida em que você sentir que aquilo o conecta com o bem. Acenda incensos ou não. Velas ou não. Receba um passe se achar apropriado, mas sinta, dentro de você, o que faz realmente sentido.

O sagrado está dentro, nunca do lado de fora. E você pode transformar isso no momento em que achar mais propício. Vamos respeitar o próximo e também o que vai dentro de nós.

Andrea Pavlovitsch

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Terapeuta porque adora ajudar as pessoas a se entenderem. Escritora pelo mesmo motivo. Apaixonada por moda, dança, canto e toda forma de arte. Adora pão de queijo com café e não pretende mudar o mundo, mas, quem sabe, uma pequena parte da visão que temos dele.