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por Elisabeth Cavalcante

A astrologia e a saúde - Parte 2


 

Os chacras

O sistema elétrico do corpo, chamado de conjunto de meridianos, percorre o sistema etéreo e corresponde ao sistema nervoso do corpo físico. Tem pontos de ligação específicos que são como os interruptores de eletricidade numa casa. Os interrruptores permitem a restauração da corrente em caso de falta de energia ou de um outro problema qualquer. Os pontos de ligação do sistema físico etéreo são os pontos de acupuntura utilizados pelas técnicas médicas orientais. No mundo ocidental, a classe médica tem ignorado a função e até a existência dessa rede de alta tensão do corpo, que se relaciona e determina a condição dos nervos e do sistema nervoso do organismo.

Os chacras são carregados e recarregados por meio de um contato automático com a corrente de energia cósmica da atmosfera, assim como as casas e os edifícios são ligados a um centro de energia da cidade. Essa energia cósmica, chamada de prana, é infinita e está disponível para todos nós, a menos que haja alguma restrição na atmosfera ou no corpo físico denso que impeça seu fluxo natural pelo sistema. Se a rede está em boas condições e não há fatores restritivos evidentes, o sistema físico pode abastecer-se nesse nível elevado de energia, e as baterias, ou o sistema de chacras, continuam seu trabalho de distribuir a energia e o combustível de alto nível pelo corpo, assegurando sempre uma boa saúde.

Os chacras localizam-se no centro do corpo (como na foto), um sobre o outro. Cada chacra relaciona-se a um órgão ou função do corpo, vibra com uma cor específica e pode ser descrito por um símbolo astrológico. O nível de energia e vibração de cada chacra relaciona-se também com o nível de consciência dos sete corpos.

Os sete corpos

O ser humano tem sete corpos, ou veículos, que correspondem a sete diferentes níveis de percepção e consciência. Cada veículo é composto de um grau cada vez menor de densidade e substância, sendo o corpo físico o mais denso de todos. Uma pessoa pode não ter problemas físicos e sofrer no plano emocional. Outra pode não ter problemas emocionais ou mentais, mas sua forma física pode ser deficiente. Muita gente que atua bem no plano intelectual ou mental pode não ter uma forma física bem desenvolvida, e muitos indivíduos atléticos com uma forma física invejável não se interessam por muita atividade mental.

Os chacras, localizados no corpo esotérico do homem, são os controles de cada veículo. Esses controles são interligados e situam-se no veículo central, o físico. Portanto, o operador de todos esses veículos (a consciência) pode colocar-se no lugar do motorista do veículo de mental pesado (o corpo que nós, de forma consciente ou inconsciente operamos quando estamos na Terra) e assumir o controle de todos os veículos que flutuam sobre o solo.

Os meios de elevação artificial como as drogas ou o álcool não trazem o equilíbrio necessário para a integração total. A prática da meditação é essencial na tentativa de estabelecer contato com os planos superiores da consciência, pois desloca a atenção para os veículos mais leves, elevando-os, e permite que a atração gravitacional dos caminhos inferiores seja purificada, trazendo um alinhamento melhor com a energia superior. Quando a energia superior percorre todos os sistemas e veículos da consciência, fica mais fácil dirigir todos esses veículos ao mesmo tempo e perceber a Unidade.

Os sete planos da existência

Os sete planos da existência são: o plano físico, o plano astral também descrito como plano psíquico ou emocional inferior, o plano mental, o plano intuitivo, o plano espiritual, o plano monádico e o plano divino.

O plano físico incorpora aquelas partes do corpo que podem ser vistas tanto a olho nu quanto num microscópio.

O plano astral é o plano da consciência regido por nossa natureza inferior. A vida experimentada nesse plano é governada pelas emoções e pela gratificação exclusiva dos desejos do ego. O perigo que existe nesse plano é o da possessão por espíritos desencarnados do astral inferior. Quando as energias superiores penetram o sistema, purificam-no e impedem a invasão de qualquer influência estranha. Mas este plano também tem um lado positivo, o astral superior, que engloba sentimentos de um estado emocional mais elevado, como o amor romântico. Mas a polarização, ou seja, a vida experimentada apenas nesse nível pode levar a pessoa a ser totalmente controlada e governada por suas paixões.

No terceiro plano, o mental, todas as experiências são processadas no lado esquerdo do cérebro. A pessoa que vive apenas nesse plano é racional, pode ser cética ou dependente apenas do que pode ser visto, analisado e medido. O quarto plano é o plano intuitivo ou mental superior, e é o primeiro a se relacionar com a consciência superior, isto é, a consciência de energias superiores que não podem ser medidas, tocadas, sentidas ou vistas. É nesse plano que os processos de pensamento abstrato começam a funcionar. A vida nesse plano produz indivíduos visionários e idealistas e grandes pensadores. Aí se incluem pessoas místicas, assim como artistas, músicos e indivíduos muito criativos.

O plano espiritual é o quinto plano da existência. Esse estado às vezes é alcançado de forma inesperada em momentos de verdadeiro êxtase espiritual. Esse é o plano em que a vontade espiritual começa a surgir, acabando por substituir a força de vontade ou a vontade inferior que diz: eu quero o que quero quando eu quero. O desenvolvimento consciente desse plano acaba possibilitando para a pessoa, a fusão da sua consciência com o sexto plano de abstração ou plano espiritual superior. O sexto plano é chamado de monádico. A existência nesse plano não implica obrigatoriamente a necessidade de um corpo físico. Alguns avatares, santos e sábios atingiram este plano quando ainda estavam num corpo físico, mas são relativamente poucos. O consumo de alimentos é quase desnecessário nesse estágio da consciência, pois o alimento apenas polui a delicadeza do sistema. A fala também é desnecessária. A essa altura, as informações e os ensinamentos são transmitidos por via telepática. O estágio monádico representa a vida experimentada em sintonia absoluta com a vontade divina. É a transcendência que todos os iogues buscam e apenas alguns conseguem.

O plano final é o divino. Também chamado de plano átmico, é o plano do espírito. É indiferenciado, cósmico e fundido com a consciência monádica. É impossível dizer muita coisa sobre esse estágio da consciência, a menos que se tenha chegado a esse plano de unidade. A vida é uma luta constante para integrar e equilibrar a expressão de muitos planos da existência. Enquanto vivemos no mundo físico, o interesse principal é a conquista do equilíbrio dos quatro primeiro planos. A meditação é o caminho supremo para energizar cada plano de consciência e construir pontes ao longo do caminho. Toda vez que ocorre uma grande mudança de consciência, toda a estrutura atômica dos corpos ou veículos de uma pessoa começa a mudar. As manifestações de enfermidades ou enfraquecimento que podem acontecer nesses momentos devem ser reconhecidas como parte de um processo iniciatório. Uma pessoa passa para um plano superior através de uma iniciação parecida com o processo de nascimento, pois este é de fato uma iniciação no reino físico.
 

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Elisabeth Cavalcante

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Astróloga, taróloga e terapeuta floral.